terça-feira, 30 de outubro de 2018

VALDIR BARBOSA - COLUNISTA VIP:

LIBERTAS QUAE SERA TAMEN

Valdir Barbosa

Ontem, ao acordar, longe de casa, de onde sai para sufragar meu voto, na cidade serrana que me acolheu há mais de quarenta anos, quando deixei minha soterópolis e nasci como polícia no entorno desta Vitória da Conquista, assisti uma chuva forte que lavou a cidade por horas e fez descer enxurrada, desde o alto da serra do Periperi lavando tudo, levando morro abaixo, a sujeira acumulada nos últimos dias.
Atento aos sinais entendi, como de costume, a mensagem cósmica da consagração do candidato, em quem depositei e deposito minhas esperanças, de promover a necessária assepsia e remover a imundice que vem se acumulando no país, há tanto tempo. E assim ocorreu, Jair Messias Bolsonaro, pela vontade do povo brasileiro, do Japão em diante foi acumulando votos, em enxurrada, capazes de lhe fazer eleito presidente do Brasil.
A campanha, recheada de golpes baixos, sujos, culminando com agressão física ao candidato esfaqueado em praça pública, revelou a face obscura daqueles que tentavam a todo custo se manter no poder, única e exclusiva pretensão do P.artido T.enebroso que levou o país a bancarrota.
Toda uma gama de desmandos foram praticados nesta nação, desde que Lula assumiu o poder, reelegeu-se, enfiou um fantoche no governo e tentou emplacar outro seu protegido, agora na presidência, mesmo preso, condenado por corrupção, com sentença confirmada em instancias superiores.
Frise-se, seu candidato, a quem havia feito prefeito da maior metrópole sul americana, implicado em três dezenas de processos, por improbidade e desvios diversos foi considerado o pior prefeito de São Paulo, mas, a ambição incontida de Luis Inácio sempre insistiu em apostar nos piores nomes, posto, marionetes fazem parte da preferência daqueles que desejam a perpetuação no poder.
José Dirceu, gênio do mal que arquitetou o plano de fazer do Brasil, o centro latino americano da ditadura do proletariado, acertou em quase tudo, todavia, não contava com a personalidade doentia da figura que escolheu, em razão do carisma que guardava Lula, como artífice mor do seu projeto. Criou um monstro que o engoliu, como de resto a toda estrutura trepada sobre um mar de lama, onde afinal se fez afundar.
Além disto, há que referir sobre a mão perfeita do Soberano que, de Roberto Jeferson, ao incongruente Joaquim Barbosa – no mensalão – seguindo na direção do competente Sérgio Moro, suporte máster da operação lava-jato foi revelando as entranhas podres da quadrilha que assaltou o país nos derradeiros anos.
O dinheiro desviado no “petrolão”, os milhares de dólares destinados, via BNDES, a países americanos e a africanos, para viabilizar a corrupção, recursos que poderiam ter sido aplicados no Brasil são prova inconteste, de que o interesse dos petistas nunca foi atender as necessidades do povo brasileiro, na verdade, tão somente guardavam propósito de engordar os bolsos dos falsos patriotas e atender ao projeto de poder fomentado no Foro de são Paulo.
Porém, tudo é finito neste mundo terreno, assim, o tempo do grupo que por quase duas décadas comandou, da pior forma, os desígnios desta terra chegou a seu termo. A partir de janeiro confiamos que outros rumos serão trilhados e poderemos retomar o crescimento, viver dias de prosperidade, segurança e paz vendo as instituições, sobretudo a família, célula mãe da sociedade, fortalecidas. Por isto, mais de cinquenta milhões de brasileiros depositaram seu voto nas urnas e elegeram o capitão como presidente.
A campanha foi dura. Conhecidos e até amigos fraternos entraram em rota de colisão, frente as preferências nos candidatos que ao final polarizaram a disputa, contudo, a hora agora é de entendimento e união de esforços, para apoiar e fiscalizar aquele que foi guindado ao cargo na força da escolha independente. O mau exemplo do derrotado, que no seu discurso, após o resultado, não menciona o vitorioso e nem o cumprimenta, como de praxe, não deve ser seguido, posto revela postura antirepublicana e antidemocrática.
Pouco importa se na Bahia, minha terra, Bolsonaro não foi vitorioso. Em setembro de 1822, quando proclamada a independência brasileira pelo Príncipe Regente, os ventos da liberdade apenas sopraram por aqui, tardiamente, após as pugnas sangrentas dos nossos índios, negros, caboclos e mamelucos, quando muitos perderam suas vidas, para que afinal fosse percorrido o Corredor da Vitória, em dois de julho de 1823.
Nos próximos dias volto, com o corpo e alma lavadas para o regaço dos meus, os abraços de minha amada e juntos, como fazemos sempre haveremos de caminhar, sob as mesmas arvores seculares que sombrearam os heróis da nossa independência, em direção à Igreja de Nossa Senhora, para agradecer a vitória e rezar, na certeza de que haverá de chegar o dia, em que a Bahia estará também liberta do P.artido dos T.enebrosos.
VDC, 29 de outubro de 2018
Valdir Barbosa

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