quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

PROPINA NA BAHIA ALCANÇA: GEDDEL, NELSON PELLEGRINO, JACQUES WAGNER. JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI E MARCELO NILO...

Executivos da OAS delatam pagamentos de R$ 125 milhões a 21 políticos de 8 partidos

Revelações foram feitas em depoimentos de delação premiada homologada no ano passado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

  Camila Bomfim, TV Globo — Brasília

Executivos da OAS delatam pagamento de R$ 125 milhões de propina a 21 políticos

Executivos da OAS delatam pagamento de R$ 125 milhões de propina a 21 políticos
Executivos da construtora OAS contaram em depoimentos prestados em razão de acordo de delação premiada que pagaram R$ 125 milhões em propina e caixa dois para 21 políticos de 8 partidos.
A delação os executivos foi homologada em julho do ano passado pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O conteúdo da delação permanece em sigilo no STF.
A informação foi publicada em reportagem no jornal "O Globo". Segundo a reportagem, a revelação foi feita por oito ex-funcionários que atuavam na "controladoria de projetos estruturados", que funcionava como um departamento específico de contabilidade para gerir o pagamento de propina.
Segundo o jornal, há um relatório de 73 páginas da Procuradoria-Geral da República (PGR) em que a procuradora-geral, Raquel Dodge, resume as revelações dos ex-executivos, contidas em 217 depoimentos, e pede providências ao ministro Edson Fachin, relator da operação lava-jato no supremo tribunal federal.
É a primeira vez que ex-funcionários da OAS revelam em delação as propinas pagas pela empreiteira e como a empresa operava para conseguir obras.
Segundo o jornal "O Globo", o esquema ilegal da construtora envolvia o superfaturamento de grandes obras como estádios da Copa de 2014 e a transposição do Rio São Francisco, com possível repasse de parte desses recursos a políticos citados na colaboração.
Os delatados
Saiba quais políticos foram delatados pelos executivos da OAS, segundo o jornal "O Globo":
  • Aécio Neves (PSDB-MG), deputado e ex-senador: acusado de receber caixa dois de R$ 1,2 milhão na campanha de 2014 por meio de contrato fictício e pagamento em vantagem indevida de R$ 3 milhões via doações oficiais em 2014. Aécio Neves negou irregularidades e declarou que as doações feitas à campanha do PSDB em 2014 estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral.
  • Edison Lobão (MDB-MA), ex-senador: acusado de receber propina de R$ 2 milhões por obras na usina em Belo Monte. A defesa de Edison Lobão disse que as delações fazem citação desprovida de provas e de qualquer outro tipo de indício. Afirmou, ainda, que acredita que o STF vai determinar o arquivamento deste processo como fez com outro que também citava Lobão e foi arquivado esta semana.
  • Eduardo Cunha (MDB-RJ), ex-deputado, preso na Lava Jato: acusado de receber propina de mais de R$ 29 milhões referente a percentual de obras da OAS. "Essa acusação se trata de fatos requentados e já apurados na operação Sepsis, onde Eduardo Cunha se defende e provará sua inocência", informou a assessoria do ex-deputado.
  • Eduardo Paes (DEM-RJ), ex-prefeito do Rio de Janeiro: acusado de receber caixa dois de R$ 25 milhões para sua campanha à prefeitura em 2012. A assessoria de Eduardo Paes divulgou a seguinte nota: "Eduardo Paes desconhece o teor da delação premiada da OAS. Paes reafirma, no entanto, que as doações da empresa OAS em sua campanha de 2012 constam da sua prestação de contas aprovadas pela Justiça Eleitoral e que jamais favoreceu ou exigiu contrapartida de qualquer natureza, de quem quer que seja, no curso de seu mandato como Prefeito, conforme evidenciam os diversos depoimentos já prestados por colaboradores ao Ministério Público Federal, nas mais diversas delações premiadas feitas por executivos das maiores empreiteiras brasileiras, inclusive da própria OAS".
  • Eunício Oliveira (MDB-CE), ex-senador: acusado de receber caixa dois de R$ 2 milhões para sua campanha ao governo do Ceará em 2014. A assessoria de Eunício Oliveira disse que a OAS doou R$ 2 milhões para a campanha de 2014, de forma legal e oficial, e que o valor foi declarado e aprovado pela Justiça Eleitoral.
  • Fernando Pimentel (PT-MG), ex-governador de Minas Gerais: acusado de receber propina de R$ 2,5 milhões ao seu operador Bené quando era ministro do governo Dilma Roussef. A assessoria do PT de Minas Gerais informou que o ex-governador Fernando Pimentel está sem assessoria desde que deixou o governo. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dele.
  • Flexa Ribeiro (PSDB-PA), ex-senador: acusado de receber caixa dois de R$ 150 mil para sua campanha eleitoral ao Senado em 2010. A assessoria do senador divulgou a seguinte nota: "O ex-senador Flexa Ribeiro não recebeu qualquer valor da empresa OAS na campanha eleitoral de 2010. Todas as doações recebidas ocorreram de forma legal, conforme previa a legislação naquele período e constam na declaração da prestação de contas, devidamente avaliada e aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Flexa Ribeiro desconhece e repudia as informações prestadas por representantes da OAS envolvendo seu nome e espera que as declarações sejam profundamente apuradas e esclarecidas, se colocando à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento."
  • Geddel Vieira Lima, ex-ministro, atualmente preso: acusado de fechar contrato fictício de R$ 30 mil com empresa de publicidade para manutenção do site do político. Até a última atualização desta reportagem, ainda não havia resposta da assessoria.
  • Índio da Costa (PSD-RJ), deputado: acusado de receber repasse de valores espúrios de R$ 1 milhão para a campanha de 2010. A assessoria divulgou a seguinte declaração, atribuída ao deputado: "Todas as minhas contas de campanha foram devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral".
  • Jacques Wagner (PT-BA), o ex-governador e atual senador: recebimento de propina de R$ 1 milhão via contrato fictício e repasses de caixa dois. A assessoria de Jaques Wagner divulgou a seguinte nota: "A defesa do Senador Jaques Wagner informa que não comentará uma informação que desconhece, sobre uma suposta delação premiada a qual sequer teve acesso".
  • Sérgio Gabrielli, o ex-presidente da Petrobras: acusado de receber mesada de R$ 10 mil durante o ano de 2013. A reportagem não conseguiu contato com Sérgio Gabrielli.
  • José Serra (PSDB-SP), o ex-governador e senador: acusado de receber caixa dois de R$ 1 milhão via ex-tesoureiro. José Serra afirmou que jamais recebeu nenhum tipo de vantagem indevida e que suas contas, sempre aprovadas pela Justiça Eleitoral, ficaram a cargo do partido.
  • Lindbergh Farias (PT-RJ), ex-senador: acusado de pagamento de R$ 400 mil para serviços do publicitário João Santana. “Lindbergh esclarece que não teve acesso ao conteúdo da delação mas refuta veementemente as supostas acusações de caixa 2. Trata-se de mais uma acusação de natureza política que será arquivada assim como os demais”, informou a assessoria do ex-senador.
  • Marco Maia (PT-RS), ex-presidente da Câmara: acusado de receber caixa dois de R$ 1 milhão na campanha eleitoral de 2014. Marco Maia disse que desconhece doações a sua campanha que não tenham sido realizadas dentro da legislação vigente à época. Ele também afirmou que não é réu em nenhum processo.
  • Marcelo Nilo (PSB-BA), deputado: acusado de receber propina de R$ 400 mil em 2012 e repasses em 2013. Marcelo Nilo negou o recebimento dos recursos.
  • Nelson Pellegrino (PT-BA), deputado: acusado de receber caixa dois de R$ 1 milhão em campanha da Prefeitura de Salvador em 2012. Em nota, o advogado do deputado, Maurício Vasconcelos, afirmou: "A suposta delação está sob o manto do sigilo. O Deputado Federal Nelson Pellegrino e seu advogado não conhecem o seu teor, logo, não tem momentaneamente nenhum comentário a fazer sobre o tema."
  • Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara: acusado de receber caixa dois de R$ 50 mil em campanha à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2012. Rodrigo Maia declarou que jamais associou seu mandato a quaisquer empresas e que a denúncia é uma ilação caluniosa. Também afirmou que todas as doações recebidas quando a lei permitia doações empresariais foram registradas e declaradas à justiça eleitoral.
  • Rosalba Ciarlini (PP-RN), ex-governadora do RN: acusada de receber caixa dois de R$ 16 milhões da obra da Arena das Dunas, em Natal (RN). De acordo com a assessoria, a prefeita Rosalba Ciarlini "desconhece completamente qualquer transação nesse sentido com a OAS".
  • Sérgio Cabral (MDB-RJ), ex-governador do Rio de Janeiro: acusado de receber caixa dois de R$ 10 milhões, em sua campanha ao governo do Rio de Janeiro em 2010. A defesa de Sérgio Cabral disse que todos os assuntos mencionados nas diversas ações penais serão revisadas e se for o caso será esclarecido em juízo.
  • Valdemar Costa Neto (PR-SP), ex-deputado: acusado de receber propina de R$ 700 mil nas obras da ferrovia Oeste-Leste. O ex-deputado Valdemar Costa Neto disse que não comenta conteúdos que ainda vão ser objeto de exame no poder judiciário.
  • Vital do Rêgo, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU): propina de R$ 3 milhões, à campanha eleitoral de 2014 em troca da blindagem da OAS na CPI mista da Petrobras. A defesa de Vital do Rêgo disse que não teve acesso à delação mencionada, mas que o ministro reitera sua manifestação feita há três anos no sentido de que não recebeu qualquer doação irregular de campanha.
 — Foto: Editoria de Arte / G1

VENEZUELA TEM DOIS GOVERNOS!

Bolsonaro e Guaidó reúnem-se nesta quinta no Planalto

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil - Foto: Juan Guaidó irá se reunir com Jair Bolsonaro - Stringer/Direitos reservados

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

SÍTIO DE NINGUÉM PASSA A SER DO POVO, DE CUJO DINHEIRO ELE VEIO!!!

Sítio de Atibaia é confiscado pela Justiça Federal

 Yahoo Notícias
Juíza federal determinou o confisco da propriedade mesmo sem o trânsito em julgado da condenação do ex-presidente Lula. (Foto: Denner Ovidio/Futura Press)
A Justiça Federal de Curitiba confiscou o sítio de Atibaia, imóvel pivô na segunda condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo da Operação Lava Jato. As informações são do portal G1.
O sequestro da propriedade, a pedido da juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal, foi confirmado pelo Cartório de Registro de Imóveis de Atibaia, e efetivado em 22 de fevereiro, segundo o portal. A Justiça Federal, no entanto, ainda deve decidir quando a propriedade pode ir a leilão.
Lula foi condenado, no dia 6 de fevereiro, a 12 anos e 11 meses, acusado de receber propina por meio de reformas na propriedade. Segundo os procuradores da operação, a Odebrecht e a OAS custearam R$ 870 mil em reformas na propriedade. Já a Schahin fez o repasse de propina ao ex-presidente no valor de R$ 150 mil por intermédio do pecuarista José Carlos Bumlai.

CARLOS ALBÁN GONZÁLEZ - COLUNISTA VIP:

Fedor do xixi tira o folião das ruas
Carlos González - jornalista
A notícia passou quase despercebida: o carnaval de rua de  Vitória da Conquista deste ano foi parcialmente despejado do Centro da cidade. Com exceção da Lavagem do Beco, marcada para o dia 1º, foram cancelados o desfile de blocos, fantasiados e mascarados, e a apresentação de artistas e conjuntos musicais, que estavam programados para a Praça da Bandeira, nos dias dedicados à folia. A oitava edição do Carnaval Conquista Cultural foi transferida para o estacionamento do Boulevard Shopping, de 2 a 4 de março; a terça-feira foi excluída.
A insólita notícia teve origem na Câmara de Dirigentes  Lojistas (CDL), depois que a organização dos festejos já havia divulgado toda a programação, aprovada pelas secretarias municipais de Cultura, Mobilidade Urbana, Serviços Públicos e Saúde, além da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Conselho Tutelar. O prefeito Herzem Gusmão, inclusive, assinou decreto suspendendo os trabalhos nos órgãos municipais, de sexta-feira desta semana até o meio-dia da Quarta-Feira de Cinzas.
O fedor do xixi deixado nas ruas por foliões que desconhecem as mais elementares regras de civilidade foi o motivo alegado pela CDL, em ofícios enviados ao prefeito e à Secretaria de Cultura, que, sem contestação, acataram o pedido. Alegou o órgão classista que o mau cheiro perdura por vários dias, causando aborrecimentos para lojistas e consumidores, mesmo reconhecendo que a prefeitura disponibiliza sanitários químicos e promove a lavagem das ruas com jatos de água e produtos de higiene.
A sra. Sheila Lemos Andrade, presidente da CDL, deveria estar preocupada com as quedas nas vendas do Comércio, cujo movimento estará paralisado durante quatro dias. 
Nos últimos anos, com a recessão da economia, muitas lojas têm fechado suas portas.Por acaso, os donos e empregados das refinadas lojas do Boulevard Shopping estão imunes ao mau cheiro do xixi? E os consumidores das lanchonetes e restaurantes da praça da alimentação?
“O carnaval democrático, feito pelo povo e para o povo”, segundo seu organizador, Odilon Alves Júnior, vai dispor de mais segurança e mais espaço no estacionamento de um shopping. Sem querer criar áreas de atrito, ponderou que a Praça da Bandeira já estava pequena para o número de participantes dos festejos de Momo. Essa não é a opinião da maioria da população, o que, certamente, vai elevar os índices de rejeição do prefeito.
Gostaria de fazer alguns questionamentos ao prefeito Herzem Gusmão e a sua secretária de Cultura Cristina Rocha: como a prefeitura vai se posicionar se alguma entidade se opor ao desfile pelas ruas da cidade da “Marcha com Jesus”, acompanhada por milhares de religiosos, animados por trios elétricos? E com relação aos desinibidos participantes da “Parada Gay”?
Para subsidiar esse comentário lembro que o carnaval de Salvador dura praticamente uma semana, com prejuízos para os comerciantes dos Circuitos Dodô (Barra - Ondina) e Osmar (Campo Grande – Praça Municipal).
Olinda, que faz um dos mais concorridos carnavais do país, ficaria sem os festejos se o prefeito local proibisse o desfile dos maracatus, blocos de frevo e dos bonecos gigantes pelas ladeiras estreitas, onde reside uma parcela considerável da população da histórica cidade pernambucana.
Evangélico, o prefeito do Rio de Janeiro, o ultraconservador Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal, não esconde que, se pudesse, acabaria com o badalado carnaval carioca. Como não tem esse poder reduz substancialmente as verbas destinadas às escolas de samba, coloca à venda o camarote da prefeitura no Sambódromo e viaja para o exterior.
Finalizo, confessando que não tenho nenhuma simpatia pelo carnaval de Salvador. O carnaval do axé, dos camarotes luxuosos, dos que podem pagar por um abadá, dos blocos de corda e dos discriminados “foliões pipoca”. Saudosista, recordo do tempo em que o circuito da festa se limitava à Avenida Sete, que o Hino do Bahia era a música mais executada pelos trios elétricos, e dos  bailes do Clube Espanhol, cuja sede era na Vitória.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

RICARDO DE BENEDICTIS - EDITORIAL

EL DITADOR
Ricardo De Benedictis
Enfim, temos um novo Sancho Pança na América, copiado dos espanhóis e retratados na obra de Miguel Cervantes “Don Quixote de La Mancha”. A diferença é que Don Quixote era uma figura de ficção do autor espanhol, baseado na velha e conhecida teoria de que a Arte imita a Vida e vice-versa.
O Don Quixote de Cervantes, lutava contra moinhos de ventos, figuras e cavaleiros que sua mente doentia criava, enquanto o novo Quixote – Hugo Chávez, já falecido, lutou contra seu próprio povo, o venezuelano desarmado – que morre de fome ou é abatido pelo exército, desta feita comandado pelo novo Bolívar – Nicolás Maduro, ditador que era o segundo de Chávez, egresso do volante de ônibus e caminhões e, tal qual seu criador, afeito a bravatas e atos insanos.
Desta feita a Venezuela está imersa numa crise sem precedentes, levando ao êxodo alguns milhões de cidadãos perseguidos, presos, deportados, fugitivos do regime, refugiados com suas famílias pelo Continente Americano.
O pior. Não tem comida, a inflação chega a hum milhão por ano e até papel higiênico não se acha para comprar. Compra-se um pão com uma cesta de bolívares e o ditador ainda se dá ao luxo de mandar incendiar dois caminhões de suprimentos médicos e alimentos que lhe foram doados por países americanos. O prefeito de Santa Helena, na divisa do Brasil fez apelo internacional e, segundo ele, 25 venezuelanos foram mortos neste final de semana pelas forças de Maduro.
Enquanto isso, a ONU não se manifesta, quando já deveria ter criado um ‘corredor humanitário’ para que a ajuda internacional chegue à população desesperada. Onde vamos chegar?
É triste saber que os partidos que se dizem de ‘esquerda’ no Brasil apóiam os atos do ditador Maduro. Lembrando que Roraima, estado brasileiro que faz divisa com a Venezuela está com seus hospitais lotados de venezuelanos. Ninguém sabe onde esta crise vai dar.
Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, se auto-proclamou presidente em exercício do país vizinho.
Nesta segunda, o ‘grupo de Lima’ reúne-se em Bogotá, na Colômbia para tomar posição na situação. O Brasil, felizmente, defende a não intervenção armada. Vamos aguardar a marcha dos acontecimentos, mas de já, registramos nossa estupefação quanto à grave crise que aflige nossos irmãos venezuelanos.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

BOLSONARO VAI PESSOALMENTE ENTREGAR REFORMA NA CÂMARA E NO SENADO:

Proposta de reforma da Previdência chega à CCJ da Câmara

Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil

JEREMIAS MACÁRIO - COLUNISTA VIP:

UM PAÍS ENLOUQUECIDO
Jeremias Macário  
 O que leva um vigilante de um supermercado deitar em cima de um rapaz numa ação de estrangulamento e sufocá-lo até a morte, enquanto pessoas, praticamente passivas, tiram fotos? Em outra imagem, o governador do Rio de Janeiro, de nome difícil, ao lado de um oficial da polícia, elogia a corporação, cujos soldados, pelo que ficou evidenciado através de testemunhas, praticaram uma execução sumária de um grupo de bandidos ou traficantes já rendidos numa casa.
Estamos diante de um país enlouquecido que banalizou a violência e vivencia o retrocesso primitivo, numa guerra de fuzis, metralhadoras e de ódio contra o pensamento contrário do outro. As tragédias com centenas e milhares de mortes se sucedem e depois o silêncio sepulta a impunidade. O quê leva tanta gente intolerante fanática religiosa atacar outra igreja e até espancar quem confessa outra crença? As igrejas conservadoras e reacionárias hoje estão nas periferias explorando os mais pobres e incultos.
Estamos sim, num país enlouquecido que perdeu sua identidade cultural, ou nunca teve, que vota com raiva, com interesses e para se vingar de outros seguidores opostos, mesmo que seja um candidato ignóbil, despreparado, do atraso e até nos mesmos corruptos de sempre.Diante de tantas loucuras e paradoxos, de baixos índices na educação, de corredores das mortes nos hospitais, de tantas misérias e profundas desigualdades sociais, lá se foi o futuro do distante infinito perdido do horizonte.
O quê leva um bando saquear uma carga de mercadorias, enquanto uma criatura se debate morrendo numa cabine de um caminhão, vítima de um acidente de trânsito, e ninguém aparece para socorrê-lo? Um homem desce porrada numa mulher numa volúpia animalesca até deixa-la sangrando e com o rosto e seus corpo desfigurados, quando não a mata com pauladas, tiros ou várias facadas.
É um país enlouquecido na República dos Generais, do porta voz ao estilo do maluco Trump, onde um ministro demitido bate-boca em público pelas redes sociais com o presidente, tratando-o o tempo todo como capitão. O vice, general Mourão, que amansou a fala (está mais para Morão de amarrar burros), queria lotear funcionários só para classificar documentos secretos e ultrassecretos. Da transparência para a censura e o sigilo.
Enlouquecido por uma reformada Previdência Social que ninguém entende seu intrincado labirinto de alíquotas, pedágios, pontos, transições, tetos e tantos outros cálculos novelescos nas narrativas cansativas e enfadonhas das emissoras de televisão, jornais e revistas, a não ser na simplificação entre as diferenças de idade mínima da mulher e do homem que sempre morre primeiro, mas tem que esperar mais tempo para receber o minguado benefício que não dá para comprar um pacote de remédio.
No pacote fatiado do anticrime que dá licença para o soldado matar, baseada na subjetividade da legítima defesa (já existe a falsificação de provas), a Câmara dos Deputados quer deletar o bandido do“Caixa 2” no rol da corrupção. O ministro da “Justiça” que criminalizava e condenava a prática, agora enlouqueceu, desdizendoo que pregava antes como corrupto quem usava deste artifício maligno de roubo do dinheiro público.
Estamos no país enlouquecido das meninas que vestem rosa e dos meninos que vestem azul. No país que não serve para criar meninas e que seus pais devem fugir desta “pátria amada” onde seus filhos não devem estudar fora de suas famílias. Não é mesmo um país enlouquecido? O nome do partido nazista era Nacional Socialismo, porque havia uma ameaça comunista. As lutas deviam ser contra as indústrias do ódio, do medo e das mentiras.
 Deu a louca no Planalto militarizado com tanto general batendo cabeça, ou continência, para o capitão-presidente que fez um pacto secreto, ou de sangue, com o exército. Nas trapalhadas com sinais de retrocesso e ameaça à democracia, lá vem um agrado mimoso à imprensa sempre vista como inimiga entre quatro paredes. A democracia tão maltratada, nunca foi tão bajulada ou falseada.
Estamos no país enlouquecido pelo carnaval desigual dos súditos apanhando em filas para montar uma barraca nos asfaltos “dos pipocas” e aplaudir os reis e rainhas nos camarotes e trios luxuosos enchendo seus sacos de dinheiro. País enlouquecido das multidões nas passeatas e desfiles dos sambas, dos evangélicos e dos LGBTs, e vazio nos protestos contra as injustiças da “Justiça” e as violações dos direitos humanos.
  Os contra os privilégios de ontem, hoje se agarram a eles pelo foro privilegiado para se esconderem em seus malfeitos e até suspender as investigações. O capitão diz que seu governo será desprovido de ideologia, mas condena a esquerda comunistas, e até oferece ajuda humanitária ao país vizinho estraçalhado pelo capitalismo imperialista. Os generais falampelo seu porta voz engravatado, com sua pose de humanitário e bom moço.  Como não existe ideologia? Barbaridade é o que estamos vendo e vivendo, pois o Brasil é quem precisa de ajuda humanaurgente aos seus milhões de famintos.
O que é trágico neste momento do país é que as fábricas do ódio, do medo e da mentira estão se transformando nas políticas públicas de educação, assim afirma o sociólogo Boaventura de Sousa Santos. Para ele, uma escola sem partido é uma escola de um partido único, da ideia de que só há um pensamento válido por aqueles que estão no poder. O sociólogo diz ainda que se a escola sem partido tiver futuro, o Brasil não tem futuro, isto é, vai se fechar num mundo anacrônico. É um atentado à democracia, da qual eles fazem questão de propalar de que ela é vital.

NANDO DA COSTA LIMA 0 COLUNISTA VIP:


Era uma vez no Nordeste
 Nando da Costa Lima
Zeca Açougueiro viajou pro Rio de Janeiro à procura de uma mulher à sua altura. Todo mundo foi contra a ideia, tanta mulher bonita dando sopa aqui na Bahia. Mas, como era riquíssimo , ninguém ia contra. Tinha Maristela de Seu Leôncio, uma moça linda e prendada. Tá certo que tinha aquele problema com os dentes (era banguela), mas com o dinheiro que ele tinha, aquilo podia ser corrigido. Naquele tempo, ou o cidadão era banguelo ou usava chapa quando era mais remediado. Dentista formado era coisa rara. Dor de dente era um problemão, quando aparecia, só fazendo a extração… A meninada morria de medo, mas se você examinar as ferramentas de trabalho de um dentista no início do século XX, vai pensar que eram instrumentos de tortura da Idade Média. Apesar de que tinha gente com os dentes perfeitos e mandava arrancar tudo só pra usar chapa, era quase que uma moda. Um sorriso “portátil” era o sonho de muitos. Naquele tempo era difícil ter uma cabeceira que não tinha um copo d'água pra colocar a dentadura. O casal quando era romântico usava um copo pra guardar as duas. E eles achavam aquilo lindo. Noca da Farmácia deixou Mariana apaixonada depois que a convidou pra botar as dentaduras pra dormirem juntas. Foi a cantada mais fatal de que se tem notícia, a menina “gamou”!
Mas Zeca Açougueiro queria uma mulher moderna, por isso foi procurar no Rio de Janeiro, de preferência uma carioca legítima. Foram dias de viagem, naquele tempo nem a Rio Bahia estava toda asfaltada! Zeca era um homem com seus 50 anos, viúvo e tinha dois filhos já adultos. Só sabiam dirigir e comer, os gêmeos já estavam com quase trinta anos e agiam como adolescentes “passados”. E foram os três que fizeram a viagem pro Rio num Jipão. Só um dirigindo cansava muito e ele queria que a escolhida conhecesse a família logo, queria tudo às claras, não queria problemas futuros. Naquele tempo não tinha esse negócio de malhação, o máximo eram as aulas de ginástica duas vezes por semana no ginásio, eram as famosas aulas de educação física. “Malhação” era palavrão!
Lindonésia já tava beirando os cinquenta e cinco! Mas se cuidava, e ele já tinha explicado para os filhos que queria uma mulher madura mas consistente, como a Jurubeba Leão do Norte: boa em qualquer quarto de Lua. Zeca ficou pouco tempo no Rio de Janeiro. Estava com pressa, pois a fazenda tinha ficado na mão do vaqueiro. Não passou três dias, ele bateu os olhos na mulher ideal: era madura, elegante e com certeza era muito popular. Zeca a notou da janela do quarto do hotel Paris, ela não saía da esquina que ficava o semáforo, e ele ficou intrigado sem saber por que ela nunca atravessava. O sinal abria, fechava, e ela lá. Só quando alguém oferecia carona que ela não perdia tempo. Lindonésia era persistente, enquanto um carro não parava, ela não arredava o pé da “sinaleira”.
Da varanda do hotel, Zeca ficava encarando Lindonésia e fazendo planos para o futuro. Os filhos já estavam ficando retados com a prosa ruim daquele velho chato apaixonado. Ela já tinha cadeira cativa no coração do viúvo. Um dia, já doido de paixão, Zeca fez um bilhete de três páginas convidando-a para um jantar íntimo no hotel. Quando os rapazes chegaram acenando o bilhete, Lindonésia foi logo alertando: “Pra ficar com os dois é mais caro”. Eles não entenderam nada. Apesar de adultos, foram criados naquele fim de mundo. Só entregaram o bilhete à piranha. Ela começou a ler e perguntou se era alguma brincadeirinha. Quando leu direito o bilhete e percebeu que se tratava de um pedido de casamento e viu que os dois rapazes estavam esperando a resposta, concordou com tudo que foi posto e aceitou o convite para jantar. Chegou a ficar emocionada, já tinha descartado essa história de casamento. Mas agora era coisa séria, ela não podia perder aquele pretendente. Já tava ficando coroa, e pela foto enviada junto ao bilhete, ele não era de se jogar fora.
Zeca chorou quando os filhos falaram que ela ficou emocionada quando viu o retrato que ele enviou junto com o bilhete, quase desmaiou… No dia marcado, ele já foi encontrá-la na porta do hotel com um anel de noivado, um diamante enorme. Isso deixou Lindonésia ainda mais interessada, e ele entendeu que aquilo era amor à primeira vista. Na hora que foram para o restaurante, eles já estavam noivos. Ela até se fez de difícil, perguntou se os filhos dele não iriam achar ruim. Os rapazes se prontificaram a acalmá-la. E tudo correu “como nos conforme”, Lindonésia já saiu do hotel com o casamento marcado. Zeca tinha pressa, tinha encontrado o que procurava. Ela era o máximo! Não podia escutar tango que chorava, era muito sentimental. Não voltou ao velho ponto de guerra nem pra se despedir. Já tinha tomado raiva daquela sinaleira, a idade não a estava deixando trabalhar direito, a juventude da concorrência já tinha espantado os clientes. Estava ficando difícil, aquele viúvo rico tinha caído do céu! Quanto aos filhos, estes não iriam causar problema. No quinto dia dele no Rio, o casamento já estava marcado. Casou-se no cartório e deixou a cerimônia na igreja pra fazer em sua terra, e a noiva concordou prontamente. Ele voltou pra roça com os filhos e ela ficou no Rio arrumando o enxoval, tinha menos de um mês pra arrumar tudo, até o vestido de noiva, uma das exigências do marido. Ele ia matar muita gente de inveja quando aquela “loirona” entrasse na igreja toda de branco.
Quando ele deu a notícia na venda cheia de gente, já foi de propósito, queria esnobar, e pra fazer inveja pro pessoal, mostrou uma foto de Lindonésia só de maiô. O viajante Zé “Bico Doce” bateu o olho e foi logo falando: “Essa aí eu pego toda vez que vou pro Rio. Ela faz ponto debaixo da sinaleira do Hotel Paris, teve até uma vez que ela me empestiou de chato…”. Mal ele acabou de falar, Zeca Açougueiro passou a mão na “canela seca” pra tirar satisfação, aquilo era um absurdo! Bico Doce foi mais rápido e acertou Açougueiro. Quando os gêmeos escutaram o estampido, entraram correndo. Zé se sentiu intimidado e atirou nos dois. Foram três tiros fatais, uma tragédia. Bico Doce sumiu caatinga adentro. Era neto de cangaceiros, conhecia a terra na palma da mão e vivia na sombra da valentia do avô cangaceiro. Nem o cabo Josimar “Cabeleira” tinha coragem de ir atrás. Mas a coisa ficou mais triste quando Lindonésia chegou poucas horas depois da tragédia. Chegou pra enterrar o marido e os enteados. E na hora da missa de corpo presente, jurou que nunca mais tiraria o luto fechado. A viúva Lindonésia passou a ser um sinônimo de fidelidade e sinceridade nos quatro cantos da caatinga, teve um cantador de feira que fez uma embolada falando do amor interrompido. Usou o luto fechado até sua morte, como prometido… Mas só andava “à paisana” pra não perder tempo.
Viveu 86 anos e era famosa por ser a única fazendeira que tinha 9 vaqueiros, 6 jardineiros e 4 jagunços pra proteger o patrimônio e tocar o latifúndio pra frente. Uma mulher forte, não se sabe porque não entrou pra política. Talvez porque tinha aquela suspeita de que foi ela que contratou Zé Bico Doce pra dar um sumiço no marido…

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

GRANDE PERDA!

LUTO: Morre Walter Khouri, aos 85 anos

Foto: Reprodução
Faleceu na madrugada desta 6ª feira (22), o cafeicultor conquistense, Walter Khouri, aos 85 anos de idade. Membro de uma tradicional família conquistense com origem árabe. Como os demais membros da família, Walter era possuidor de grande capacidade de trabalho, empreendedor e um verdadeiro cavalheiro. “Elegante, leal, solidário, era assim o amigo Walter Khouri. Adeus irmão”, disse o prefeito Herzem Gusmão Pereira ao Blog da Resenha Geral confirmando que divulgará nota de pesar pela Prefeitura de Vitória da Conquista. Walter Khouri é tio de Paulo César, secretário da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Prefeitura, e dos cafeicultores Eduardo, Gal [Correios], João e Cristovão, membros da família Khouri. O corpo será velado no templo da Igreja Batista Peniel, nas proximidades da Capela do Hospital São Vicente da Rua Olavo Bilac, 64.

point do carnaval 2019 será o sopping boulevard:

Programação do Carnaval Conquista Cultural é divulgada; Confira

Fonte: Secom/PMVC
Falta poucos dias para a folia começar em todo o país, e em Vitória da Conquista não é diferente. A festa começa na sexta-feira (1º de março), com a realização da Lavagem do Beco e segue até a segunda (3). Nesse ano, a organização mudou o local do evento e incluiu na programação um bloco dedicado aos pequenos foliões. Confira:
Sexta-feira (1/3)
16h – Lavagem do Beco – Concentração na Praça Tancredo Neves (Catedral)
Sábado (2/3) – Local: Estacionamento do Boulevard Shopping
14h – Banda de Marchinhas
16h – Bloco Mamãe Eu Quero
19h – Bloco: Ogun Xoroquê – Azul e banda
Domingo (3/3) – Local: Estacionamento do Boulevard Shopping
9h – CurtaKids – Bloco infantil
14h – Banda de Marchinhas
16h – Bloco Mukiranhas – Léo Lyma & banda (Part. Renê Jr.)
19h – Bloco Oz Karaz de Saia – Thiago Viola & Oz Karaz de Saia
Segunda (4/3) – Estacionamento do Boulevard shopping
14h – Banda de Marchinhas
15h – Vadinho Barreto & Brincando de Cordas
17h – Bloco Kiribambaz – Danillo Kiribamba
19h30 – Bloco Curtaki – Ramon Roman & Banda
O Carnaval Conquista Cultural é uma realização da Associação dos Blocos Carnavalescos de Vitória da Conquista (ABCVC), com apoio da Prefeitura Municipal, através dos serviços da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer. A programação é totalmente gratuita.

SHOPPING BOULEVARD SERÁ O POINT DO CARNAVAL 2019:



Carnaval em Conquista: Comércio fecha segunda e terça

O Comércio de Vitória da Conquista não funcionará nos dias 04/03 (segunda-feira) e 05/03 (terça-feira) de Carnaval.
De acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho firmada entre entre o Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista e o Sindicato dos Comerciários de Vitória da Conquista, o Dia do Comerciário é comemorado na segunda-feira de Carnaval, data em que todo o comércio de Vitória da Conquista não funcionará, sendo considerado dia de repouso remunerado.
Portanto, como nos anos anteriores, o feriado do Dia do Comerciário, 30 de outubro, será comemorado na segunda-feira de Carnaval para proporcionar ao trabalhador um descanso maior.
Já no sábado (02) e na quarta-feira de cinzas (06) o comércio funciona em horário normal, a partir das 8 horas da manhã.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

NOVA REFORMA DA PREVIDÊNCIA JÁ ESTÁ NO CONGRESSO NACIONAL:

Veja como cada categoria se aposentará se a reforma passar

Entregue nesta quarta (20) pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso, a PEC da reforma da Previdência altera os regimes de aposentadoria de quase todas as categorias de trabalhadores – os únicos não inclusos no texto são membros das Forças Armadas, policiais militares e bombeiros, que serão contemplados, segundo o Executivo, em um projeto de lei paralelo.
O regime geral da previdência prevê, como já havia sido divulgado, idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres ao final do período de transição, que será de 12 anos. Outros grupos, porém, terão regras específicas. Veja o que a reforma propõe para cada um:
Regime geral
Para os trabalhadores urbanos da iniciativa privada (INSS), as idades mínimas de aposentadoria serão, ao final do período de transição (12 anos), de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.
Ao final da transição, será extinta a aposentadoria por tempo de contribuição, mas se exigirá um mínimo de 20 anos de contribuição para a aposentadoria por idade.
>> Confira a íntegra da PEC da reforma da Previdência
Durante a transição (até 2031) poderão ser aplicados três cálculos alternativos à idade mínima. O primeiro soma idade + tempo de contribuição. Esta fórmula hoje é de 96 anos (homens) / 86 (mulheres). A transição prevê um aumento de um ponto a cada ano. Para homens, ela deve alcançar 105 pontos em 2028. Para mulheres, deve chegar a 100 pontos em 2033.
A segunda opção durante a transição será segundo a própria idade mínima. Pela proposta, a idade mínima para homens/mulheres começa em 61/56, em 2019, e subirá seis meses por ano até atingir o patamar definitivo. A idade mínima masculina alcançará 65 anos em 2027, e a feminina chegará a 62 em 2031.
Durante a transição, ainda poderão pedir aposentadoria por tempo de contribuição os trabalhadores que estão a dois anos de completar o tempo mínimo de recolhimento junto ao INSS (35 anos para homens e 30 para mulheres). Para estes casos, haverá um "pedágio" de 50% sobre o tempo que falta para conquistar o benefício. Ou seja, se faltam dois anos para pedir a aposentadoria, a pessoa deverá contribuir por mais um ano.
Pelo texto, quem recebe até R$ 5.839,45 terá uma redução na alíquota de contribuição. Quem recebe até um salário mínimo, por exemplo, hoje paga 8% do salário ao INSS. Com a mudança, passará a pagar 7,5%.
Servidores públicos
A idade mínima dos servidores públicos será equiparada à dos trabalhadores do setor privado: 62 para mulheres e 65 para homens. A diferença é o tempo de contribuição necessário: ficará em 25 anos, com a exigência de 10 anos no serviço público, dos quais 5 no cargo atual.
A transição pela pontuação (idade + tempo de contribuição) vai funcionar no mesmo ritmo que o da Previdência geral: começa em 96/86 até chegar a 105/100 em 2033. Servidores que entraram na função até 31 de dezembro de 2003 receberão aposentadoria integral ao atingirem 65 anos (homens) ou 62 (mulheres). Para os professores a idade é 60 anos.
Já para os servidores que ingressaram após 2003, o critério para o cálculo do benefício é igual ao do INSS. O setor público estará sujeito às mesmas alíquotas de contribuição do setor privado. Isso significará um desembolso maior para os funcionários públicos de altos salários. O motivo é que todos os servidores pagam, atualmente, 11% sobre todo o vencimento (se iniciou a carreira até 2013 e não aderiu ao Funpresp) ou 11% até o teto do regime geral (se entrou após 2013, com ou sem Funpresp). Pela nova proposta, funcionários públicos que ganham mais de R$ 5.839,46 terão alíquotas de no mínimo 11,68%, progressivamente mais altas conforme for o salário.
Aposentadoria rural
O governo quer implementar idade mínima de 60 anos para homens e mulheres na aposentadoria rural. Hoje a idade mínima das mulheres é de 55. A Previdência atual prevê tempo mínimo de atividade rural de 15 anos, mas não estabelece tempo mínimo de contribuição.
Com a proposta, os trabalhadores do campo terão que comprovar 20 anos de contribuição.
Militares, policiais militares e bombeiros
A nova Previdência quer equiparar as regras de aposentadoria dos militares com a de agentes da PM (Polícia Militar) e bombeiros. As mudanças para as Forças Armadas, contudo, não fazem parte desta PEC. Segundo o Secretário da Previdência, Rogério Marinho, a categoria será contemplada em um projeto de lei separado, a ser apresentado dentro de 30 dias.
Policiais civis, federais e agentes penitenciários e socioeducativos
As regras diferem para outras categorias da segurança pública. Membros das polícias civis, da PF (Policia Federal) e agentes de penitenciárias ou centros socioeducativos (para menores infratores) receberão a remuneração do último cargo, desde que tenham ingressado antes de a reforma entrar em vigor.
Já os que entrarem depois contribuirão sob o mesmo cálculo do regime geral. Policiais civis e federais terão idade mínima de 55 anos. Se forem homens, é exigido o mínimo de 30 anos de contribuição e 20 de exercício. Já as mulheres precisarão de 25 anos de contribuição e 15 de exercício . No caso dos agentes, a única diferença é o tempo mínimo de exercício: será fixado em 20 anos, assim como o dos homens.
Professores
Professores contribuintes do INSS poderão se aposentar a partir dos 60 anos, desde que tenham contribuído por pelo menos 30 anos. Já os professores  da rede pública terão que comprovar 10 anos no serviço público e 5 no cargo, além de cumprirem a idade mínima.

JEREMIAS MACÁRIO - COLUNISTA VIP:

SARAU ENTRA NO SEU NONO ANO
NA NOITE DE MONTEIRO LOBATO
Jeremias Macário  
 Na abertura do nono ano do Sarau Colaborativo, na noite de sábado (dia 16?02?2019), no Espaço Cultural A Estrada, o tema foi o precursor da literatura infantil no Brasil, Monteiro Lobato, nas palavras dos professores Jovino Moreira e Itamar Aguiar. Logo depois dos debates, o evento ficou ainda mais festivo no canto da viola dos artistas Baducha, Paulo Gabiru, Marta Moreno e Mano di Souza que soltaram a voz com músicas autorais e de compositores da MPB.
Não fazia parte da programação, que é eclética e informal, mas Marta Moreno com outros integrantes, como Vandilza Gonçalves, a anfitriã da casa, Cleide e um grupo de crianças surpreenderam o jornalista Jeremias Macário, cantando parabéns pelo seu aniversário que foi no último dia 11 de fevereiro. Para combinar com o homenageado, todos entoaram a música “No Sítio do Pica Pau Amarelo”. A esta altura, o Sarau já contava com a presença de mais de 30 pessoas.
  Como sempre, a festa regada a “comes e bebes”, petiscos, cerveja e vinho varou a madrugada num papo solto, fraternal e descontraído. Além do som da viola, houve a declamação espontânea de causos e poemas. Jhesus, Jeremias, Benjamim Nunes, Dorinho e outros se revezaram nos intervalos das cantorias fazendo suas apresentações. Aos poucos, o Sarau está recebendo a visita de jovens, num entrosamento cultural de aprendizagem e conhecimento.
Para o próximo, ainda sem data definida, Gregório de Matos, “O Boca do Inferno”, o temido pelos poderosos da Bahia, foi o escolhido para ser comentado. Sua obra revolucionária vai estar na mesa das discussões. Em andamento, no mesmo formato do Sarau, um grupo de artistas fará um show no dia seis de abril, no Teatro Carlos Jeová, com a finalidade de arrecadar recursos para a gravação do CD Sarau.
  Mais uma vez, a memorável e alegre festa cultural contou também com as participações do fotógrafo José Carlos D´Almeida, Aline Kiriaki, Nadia Márcia, Paulo Spínola, o desenhista ilustrador do evento, Rozânia Andrade, Evandro Gomes. Neide Pereira, Tânia, Yasmim Rocha, Eliane Matos, Osíres Rocha e colega, Gildásio Amorim, Neide Teles, Rosemeiry Prado, José Carlos, Conceição, João Bezerra, Rosângela Oliveira, Céu entre outros.
Monteiro Lobato, Vida e Obra
  O professor Jovino falou da vida e obra de Monteiro Lobato que também foi empreendedor e nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Com 13 anos foi estudar em São Paulo. Registrado como José Renato Monteiro Lobato, resolveu mudar de nome para usar a bengala de seu pai que tinha iniciais JBML, gravadas no topo do castão. Passou a se chamar José Bento Monteiro Lobato.
Em 1904 formou-se em Direito pela faculdade de São Pauloquando retornou para Taubaté e casou-se com Maria Pureza Natividade. Foi nomeado promotor público na cidade de Areias, em 1907. Publicou vários artigos e escreveu “Cidades Mortas”, livro que retrata a agonia da cidade quase abandonada.
Permaneceu em Areias até 1911 quando morreu seu avô, o Visconde de Tremembé, deixando-lhe como herança uma fazenda em Taubaté. Vende a fazenda em 1917 e muda-se para Caçapava onde passou a se dedicar à literatura e cria a revista “Paraíba”.
Em São Paulo funda a gráfica Monteiro Lobato. A Companhia Editora Nacional vende sua parte e ele funda a Editora Brasiliense, em 1927 com amigos. Em 1946 foi morar na Argentina onde criou uma editora. Em 1947 volta para São Paulo, vindo a falecer em 5 de julho de 1948.
Como literário, situa-se entre os autores regionalistas do pré-modernismo e destaca-se nos gêneros conto e fábula. Seu universo são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Paraíba, durante a crise do café. Foi um grande crítico de certos hábitos brasileiros, como o homem preguiçoso que não gosta de pensar. Entre pensar e derrubar uma mata, o brasileiro p5refere a segunda opção, numa analogia feita em seus escritos.
Com a publicação de “O Escândalo do Petróleo” (1936) denuncia o jogo de interesses motivados pela a extração do petróleo, criticando o envolvimento internacional das autoridades brasileiras. Em 1941, durante a ditadura Vargas, foi condenado a seis meses de detenção. Foi também um crítico das manifestações modernistas de São Paulo.
Ficou famoso seu polêmico artigo “Paranoia ou Mistificação”. Nele criticou a exposição de pinturas de Anita Malfatti. Suas principais obras foram Urupês, 1918, O Saci, 1821, Narizinho Arrebitado, 1921, Fábulas, em 1922, O Marquês de Rabicó, 1922, As Aventuras de Hans Staden, 1927, Peter Pan, 1930, Caçadas de Pedrinho, 1933, Geografia de Dona Benta, 1935, Emília no País da Gramática, 1934, Histórias de Tia Nastácia, 1937, O Pica-Pau Amarelo, em 1939, dentre outras.
  O professor Itamar Aguiar citou o artigo da escritora Regina M.A. Machado “Nosso Sotaque Caipira, Nossa Cultura Refugada, nas Notas de um Magistrado da Roça”. Ela aponta o escritor Valdomiro, um ilustre desconhecido, mas com grande prestígio, na época em que seus contos eram publicados nos grandes jornais em fins do século XIX e início do século XX.
Valdomiro descreve a cultura caipira, o caboclo, como o homem do sertão. Regina destaca que Lobato foi um precursor do modernismo, que está preocupado em acabar com a herança do indianismo romântico. Esse projeto está claramente exposto no prefácio a Urupês, mas também é uma velha raiva do escritor-fazendeiro, contra o colono, o caipira a quem ele atribui todos os males que afligiram suas plantações e criações durante suas tentativas de ser fazendeiro.