quarta-feira, 11 de agosto de 2021

MORRE CIRURGIÃO MAXO-FACIAL CARLOS ELIAS FREITAS:

 

Prefeitura emite nota de pesar pelo falecimento do cirurgião maxilo-facial Carlos Elias de Freitas

A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do cirurgião maxilo-facial Carlos Elias Fernandez Cambra de Freitas, aos 57 anos, ocorrido nesta terça-feira (10), em decorrência da Covid-19.

Carlos Elias deixa uma filha de 15 anos e o legado de ter mudado a vida de centenas de crianças e adolescentes por meio da correção facial. Lotado na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) desde 2014, o cirurgião maxilo-facial era responsável por cirurgias reparadoras de anomalias faciais realizadas desde a municipalização do Hospital Esaú Matos, administrado pela Fundação de Saúde de Vitória da Conquista (FSVC), sendo referência nacional na área.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

MILITARES DESFILAM EM BRASÍLIA HOJE:

Por que Bolsonaro vai receber tanques de guerra no Planalto nesta terça-feira

Militares prestam continência a Bolsonaro
Se confirmado, desfile de tanques em frente ao Palácio do Planalto para entrega de convite a Bolsonaro seria inédito

Em um momento de forte tensão entre o governo Jair Bolsonaro e o Poder Judiciário, as Forças Armadas planejam um desfile militar inédito em frente ao Palácio do Planalto nesta terça-feira (10/08), segundo informou de manhã a Marinha em um comunicado oficial.

A nota disse que "um comboio com veículos blindados, armamentos e outros meios da Força de Fuzileiros da Esquadra, que partiu do Rio de Janeiro, passará por Brasília". O destino final é o Campo de Instrução de Formosa (CIF), onde é feito anualmente, desde 1988, um grande treinamento da Marinha, a chamada Operação Formosa.

No entanto, o comunicado sugere que o comboio passará em frente ao Palácio do Planalto, que fica na Praça dos Três Poderes, junto com o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). Caso se confirme, esse ato em pleno dia útil seria inédito. Anualmente, há desfile militar na Esplanada dos Ministérios durante as celebrações do Feriado da Independência, em 7 de Setembro.

"Na oportunidade, às 8h30, no Palácio do Planalto, serão entregues ao Presidente da República, Jair Bolsonaro, e ao Ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, os convites para comparecerem à Demonstração Operativa, que ocorrerá no dia 16 de agosto, no CIF", diz ainda o comunicado.

Será a primeira vez que a operação contará com a participação do Exército e da Força Aérea, segundo informou também a Marinha.

Na noite de segunda-feira, a Marinha publicou outra nota confirmando que um comboio com viaturas entregará ao presidente um convite para o evento de 16 de agosto. O texto não especifica quantos veículos iriam para o Planalto, afirmando apenas que "14 viaturas ficarão em exposição (…) em frente ao prédio da Marinha na Esplanada dos Ministérios".

Na mesma noite, o presidente Bolsonaro postou em suas redes sociais que a Marinha realiza exercícios em Formosa desde 1988 e que, "como a tropa vem do Rio, Brasília é passagem obrigatória".

Citando os presidentes do "STF, Câmara Federal, Senado, TCU, TSE, STJ, TST", além de parlamentares, o presidente convidou outras autoridades para receber "os cumprimentos da Força" na manhã de terça-feira.

Estudioso das Forças Armadas, o professor Juliano Cortinhas, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), disse à BBC News Brasil que não há precedente de iniciativa similar durante o período democrático brasileiro.

"Essas demonstrações são inéditas na nossa democracia. Em regimes ditatoriais, mais fechados, são comuns", afirmou.

"Um absurdo total. Algo impensável na democracia, principalmente porque o risco (de ruptura democrática) a partir das declarações do próprio presidente está muito elevado", criticou ainda.

Para ex-ministros da Defesa ouvidos pela BBC News Brasil, a entrega do convite com presença de tanques é uma tentativa de demonstração de força do presidente "ridícula", "inócua" e "golpista" que mostra, na verdade, como ele está acuado e enfraquecido.

O diplomata e ex-ministro da Defesa Celso Amorim classificou o plano como "um absurdo total" e uma "ameaça de golpe". Ministro da Defesa durante o governo de Michel Temer, Raul Jungmann afirma que o efeito do desfile de blindados será "desastroso", embora não acredite que ele vá interferir na votação da PEC do voto impresso na Câmara.

Já o ex-ministro da Defesa Jaques Wagner (que ocupou o cargo em 2015 durante o governo Dilma) afirma que a participação de Bolsonaro em um ato com tanques é uma tentativa "ridícula" de controlar o noticiário.

Voto impresso na Câmara

O desfile militar ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados deve votar uma proposta de emenda constitucional (PEC) que visa implementar o voto impresso nas eleições de 2022, principal bandeira de Bolsonaro no momento.

Sem apresentar qualquer prova, o presidente diz que as urnas podem ser fraudadas e alega que apenas o voto impresso afastaria esse risco.

Já o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rebate dizendo que a urna eletrônica conta com inúmeros mecanismos de segurança que garantem a integridade das eleições.

Na noite de segunda-feira, a nota da Marinha garantiu que a "entrega simbólica" do convite a Bolsonaro "foi planejada antes da agenda para a votação da PEC 135/2019 no Plenário da Câmara dos Deputados, não possuindo relação com a mesma".

Arthur Lira e Bolsonaro

Questionado se vê o desfile militar como uma tentativa do presidente de demonstrar força e pressionar a Justiça Eleitoral e o Congresso, o professor da UnB disse que "a própria dúvida (sobre essa intenção) já é grave e muito prejudicial para nossa democracia".

"A grande questão pra mim não é nem se perguntar o real significado de uma demonstração como essa, mas sim a gente refletir sobre o fato de que há muitas dúvidas a respeito de qual papel as Forças Armadas pretendem jogar no processo eleitoral que já foi iniciado de fato, porque o Bolsonaro está em campanha por todo o país, usando dinheiro público ilegalmente pra fazer campanha", disse o professor, em referência às viagens feitas pelo presidente para participar de atos políticos, como passeios de motocicleta com seus apoiadores.

Para Cortinhas, as Forças Armadas não têm cumprido sua função constitucional de proteger as instituições democráticas ao permitir que Bolsonaro ataque os outros Poderes. Nas últimas semanas, o ministro da Defesa chegou a fazer manifestações públicas em defesa do voto impresso e contra a atuação do senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

"Importante lembrar que uma das funções das Forças Armadas pelo artigo 142 da Constituição é proteger as nossas instituições democráticas, e elas não estão cumprindo o seu papel constitucional, portanto, já que o presidente vem atacando a cada dia com mais veemência a nossa democracia e as Forças Armadas estão caladas", criticou.

"E, indo além, estão se posicionando a favor dele, quando as Forças Armadas aceitam as falas do Bolsonaro quietas e contrapõem outros Poderes institucionalizados, como a Suprema Corte do nosso país, como o próprio Congresso. Então, eu vejo que é um momento extremamente preocupante", acrescentou.

Entenda agravamento da crise

O voto impresso se tornou nas últimas semanas epicentro de uma grave crise institucional entre o Palácio do Planalto e o Poder Judiciário, com Bolsonaro fazendo ataques diários à Justiça Eleitoral e a ministros do TSE e do STF, em especial Luís Roberto Barroso (presidente do TSE).

Do outro lado, TSE e STF reagiram abrindo investigações contra Bolsonaro. A apuração na Corte Eleitoral tem potencial de deixar o presidente inelegível por oito anos, impedindo-o de tentar a reeleição em 2022.

Imagem da urna eletrônica
Urna eletrônica é usada há 25 anos no Brasil e nunca foram encontradas evidências sérias de fraudes, diz TSE

Já o ministro do STF Alexandre de Moraes incluiu Bolsonaro como investigado no inquérito das Fake News para apurar se o presidente cometeu crimes durante uma transmissão ao vivo realizada na quinta-feira passada (29/07) em que alegou ter indícios fortes de fraudes nas últimas eleições, usando vídeos antigos que circulam na internet já desmentidos pelo TSE.

Após a decisão, Bolsonaro disse que o inquérito é ilegal e ameaçou agir fora da Constituição.

"Está dentro das quatro linhas da Constituição (a decisão de Alexandre e Moraes)? Não está. Então o antídoto para isso também não é dentro das quatro linhas. Aqui ninguém é mais macho que ninguém", disse na quarta-feira (04/08).

"Sou presidente 24 horas por dia. O meu jogo é dentro das quatro linhas (da Constituição), mas se sair das quatro linhas, sou obrigado a sair das quatro linhas. É como o inquérito do Alexandre de Moraes: ele investiga, ele pune e ele prende. Se eu perder (as eleições) vou recorrer ao próprio TSE? Não tem cabimento isso", declarou também.

Depois dessas falas, o presidente do STF, Luiz Fux, cancelou reunião que havia convocado com Bolsonaro e os presidentes da Câmara (Arthur Lira) e do Senado (Rodrigo Pacheco) para tentar reduzir a crise.

"O presidente da República tem reiterado ofensas e ataques de inverdades a integrantes desta Corte, em especial os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Sendo certo que, quando se atinge um dos integrantes, se atinge a Corte por inteiro", disse Fux ao cancelar o encontro.

"Além disso, sua excelência (Bolsonaro) mantém a divulgação de interpretações equivocadas de decisões do plenário bem como insiste em colocar sob suspeição a higidez do processo eleitoral brasileiro", acrescentou.

Parlamentares de oposição farão ato em frente ao Congresso contra o desfile militar

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 30.07.2021 - O presidente Jair Bolsonaro recebe o presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, em visita oficial ao Brasil, no Palácio do Planalto, em Brasília (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress) ORG XMIT: AGEN2107301215959207

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Parlamentares de oposição farão manifestação em defesa do Congresso Nacional na manhã desta terça-feira (10), em contraposição ao desfile de blindados em frente ao Palácio do Planalto, marcado para a mesma data.

Eles pretendem se contrapor ao evento militar visto como tentativa de intimidação do Legislativo —a votação da PEC do voto impresso defendida por Jair Bolsonaro pode acontecer nesta terça-feira (10).

Os parlamentares se reunirão no salão negro da Câmara dos Deputados às 10h e posteriormente se colocarão em frente ao Congresso, para simbolizar a defesa do Legislativo.

"É uma demonstração de como o governo é tutelado e como essa simbiose entre governo e Forças Armadas está comprometendo a independência das Forças Armadas. Elas, caso se prestem a esse papel, estarão prestando um desserviço à democracia. O Brasil é um país democrático", diz José Guimarães (CE), deputado e vice-presidente do PT.

"O Congresso é um dos sustentáculos da democracia e não pode ser pressionado por tanques para votar a PEC do voto impresso. O Congresso tem independência. Assim foi que nos ensinou Ulysses Guimarães. Temos que reagir à altura a essa atitude fascista e ditatorial do governo Bolsonaro", completa.

"Não aceitamos interferência no Poder Legislativo. E se tem alguém sério aqui tem que nos ajudar. Aqui não é quartel-general do Bolsonaro nem das Forças Armadas. Aqui é o quartel-general da democracia", conclui.

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Bolsonaro se apresenta como 'chefe supremo' das Forças e chama presidentes de Poderes para ver blindados

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 13.07.2021 - Presidente Jair Bolsonaro durante solenidade alusiva à sanção da privatização da Eletrobras, no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em meio à polêmica causada pelo desfile de blindados previsto para esta terça-feira (10), o presidente Jair Bolsonaro postou em suas redes sociais um convite para que autoridades de Brasília, como os presidentes das Casas Legislativas e do Judiciário, recebam também os veículos militares.

O desfile dos veículos provocou reação por ocorrer em um momento de tensão institucional, além de ser a data prevista para que a Câmara dos Deputados vote a PEC (proposta de emenda à Constituição) do voto impresso. O presidente já assume a possibilidade de derrota.

Mesmo aliados do presidente reagiram ao evento militar. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que se trata de uma "coincidência trágica" que o desfile dos blindados aconteça no mesmo dia previsto para a votação da PEC.

"Sr. Presidente do ... STF, Câmara Federal, Senado, TCU, TSE, STJ, TST, Deputados, Senadores... : Como ocorre desde 1988, a nossa Marinha realiza exercícios em Formosa/GO. Como a tropa vem do Rio, Brasília é passagem obrigatória. Muito me honraria sua presença amanhã na Presidência (08h30), onde receberei os cumprimentos da Força e lhes desejarei boa sorte na missão", divulgou em rede social Bolsonaro, que completa sua assinatura lembrando ser o "Chefe Supremo das Forças Armadas".

O Ministério da Defesa planejou para esta terça-feira um desfile de blindados da Marinha que passará em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. Os veículos militares seguem para Formosa (GO), onde será realizado um grande exercício militar, com a presença de membros não apenas da Marinha como também do Exército e da Aeronáutica.

Embora seja um exercício de adestramento tradicional da Marinha, essa seria a primeira vez que os blindados entrariam em Brasília. Além disso, eles seguirão para a Praça dos Três Poderes, em um momento de grande tensão entre os poderes, em particular entre o Executivo e o Judiciário.

O evento ocorre, por exemplo, em meio uma série de declarações golpistas de Bolsonaro e na semana em que está prevista a votação do voto impresso na Câmara.

Bolsonaro vem promovendo uma série de ataques ao sistema eleitoral brasileiro. Nessa cruzada, vem criticando diretamente autoridades do judiciário. Usou mesmo palavras de baixo calão contra o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luis Roberto Barroso, e disse sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes que "sua hora vai chegar".

A Marinha buscou minimizar o desfile, afirmando que se trata apenas da entrega de um convite a Bolsonaro e ao ministro Walter Braga Netto (Defesa) para que as autoridades participem, na próxima segunda-feira (16), de um tradicional exercício da Marinha que ocorre desde 1988.

O evento não consta na agenda oficial desta terça-feira do presidente da República, mas autoridades no Planalto consideram sua presença como certa. Também não consta na agenda oficial divulgada, mas é possível que Bolsonaro receba alguns ministros para uma reunião no mesmo horário da chegada dos blindados.

De acordo com a assessoria de comunicação da Defesa, trata-se de uma ação de divulgação do exercício. Segundo a Marinha, a Operação Formosa envolverá neste ano mais de 2.500 militares das três Forças —é a primeira edição que Exército e Aeronáutica participam.

No total, serão 150 diferentes equipamentos, entre carros de combate, blindados, aeronaves e lançadores de mísseis e foguetes. O objetivo é simular uma operação anfíbia.

"Nesta terça-feira, pela manhã, comboio com veículos blindados, armamentos e outros meios da Força de Fuzileiros da Esquadra, que partiu do Rio de Janeiro, passará por Brasília, a caminho do Campo de Instrução de Formosa", afirma.

"Na oportunidade, às 8h30, no Palácio do Planalto, serão entregues ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e ao ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, os convites para comparecerem à demonstração operativa", completa a Marinha, em nota.

O Ministério da Defesa foi questionado pela reportagem, mas não informou qual é o custo total do desfile de blindados nem quantos veículos e militares vão participar do evento. A pasta informou apenas que iria repassar o pedido para a assessoria de imprensa da Marinha, organizadora do evento, que também não se manifestou sobre essas questões.

No início da noite de segunda-feira, a Marinha divulgou nota na qual buscou esclarecer alguns pontos e amenizar o mal-estar causado pelo evento.

A Força afirma que a entrega simbólica dos convites foi planejada antes do anúncio da data da votação da PEC do voto impresso, que ocorre nesta terça-feira, e que não há relação nenhuma entre os dois acontecimentos ou com "qualquer ato em curso nos Poderes da República".

O texto da Marinha também afirma que, do comboio total de blindados, 14 viaturas vão ficar em exposição para apresentar à sociedade brasileira os equipamentos e preparo. A Marinha, por outro lado, não esclareceu se esses serão os únicos veículos que percorrerão a Esplanada dos Ministérios.

"A entrega do convite ao presidente da República foi planejada para contemplar um comboio composto de algumas das principais viaturas, cujo total da Operação é 150, e que iniciaram o deslocamento para o Planalto Central desde o dia 8 de julho", afirma o texto.

"Desse comboio, 14 viaturas ficarão em exposição durante esta terça-feira, em frente ao prédio da Marinha na Esplanada dos Ministérios. Os eventos buscam valorizar e apresentar à sociedade brasileira o aprestamento dos meios operativos da nossa Marinha", completa.

Às vésperas do desfile de blindados, Bolsonaro se reuniu fora da sua agenda oficial com o ministro Walter Braga Netto. O presidente se dirigiu na tarde desta segunda a um prédio do Ministério da Economia, para um compromisso na Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

Após mais de uma hora que estava no prédio, Braga Netto chegou ao local e permaneceu cerca de 15 minutos. Saiu em seguida, sem falar com a imprensa. Bolsonaro ainda permaneceu no prédio do ministério, mas também saiu sem dar declarações.

A iniciativa do militares repercutiu entre congressistas e gerou reações.

Parlamentares de centro, centro-direita e esquerda pretendem, durante o desfile, se posicionar em silêncio na rampa do Congresso com cartazes em defesa da democracia.

“Em seu desespero de besta acuada, Bolsonaro tenta demonstrar força colocando tanques na rua. O Parlamento reagirá à altura mostrando a fraqueza do presidente, que faz um teatro para seus militantes para justificar a previsível derrota do voto impresso”, afirmou o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), que organizou a mobilização.

“Mostraremos, juntando parlamentares de direita, de centro e de esquerda, que a democracia brasileira é mais poderosa que Bolsonaro. O tiro sairá pela culatra.”

A deputada Perpétua Almeida (PC do B-AC) avalia que a realização do desfile é uma tentativa de Bolsonaro de pressionar os parlamentares e “passar a ideia de que tem força, quando, de fato, não tem.”

“Esse trabalho das Forças Armadas é corriqueiro, necessário. Agora, quando os blindados passam pela Esplanada dos Ministérios num dia importante como esse, é o Bolsonaro tentando usar as Forças Armadas para seu projeto pessoal”, disse. “Se a ideia é intimidar, é o inverso que vai acontecer, porque ninguém gosta disso. Os blindados do Bolsonaro podem passar por cima do pé dele.”

"Nossa resposta será a derrota do voto impresso”, diz o líder do PT na Câmara, Bohn Gass (RS).

Vice-presidente da CPI da Covid no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) atacou, em uma rede social, a presença de blindados na Esplanada nesta terça.

"Alguns avisos ao sr. inquilino do Palácio do Planalto: 1) Colocar tanques na rua não é demonstração de força, e sim de COVARDIA; 2) Os tanques não são seus, pertencem à Nação; 3) Quer tentar golpe Sr. @jairbolsonaro? É o crime que falta para lhe colocarmos na cadeia", escreveu.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

A FAMÍLIA DE HERZEM RESPONDE A DISCURSO DE VEREADOR:

 

“Sua luta não será abandonada, seu legado não será desmerecido”, destaca filho de Herzem Gusmão

Herzem Gusmão - ex prefeito. Foto/arquivo

Nos últimos anos de sua vida, meu pai, Herzem Gusmão, teve a chance de viver e celebrar o seu maior sonho: governar a cidade que ele tanto amava. Foi o povo desta terra quem deu a ele essa oportunidade. E foi o povo quem o fez novamente, no ano passado, com toda clareza e legitimidade, ao reelegê-lo para um segundo mandato que ele, infelizmente, não conseguiu cumprir.

Como seu filho e, junto com minha família, estive com ele até o fim. Fui e sou testemunha da força e da coragem do meu pai na luta para vencer a enfermidade, e do seu empenho para conseguir cumprir a missão que o povo de Conquista lhe concedeu. Mas, para nossa dor e tristeza, e que foi compartilhada com toda a cidade, ele faleceu no dia 18/03/21 e não pode dar continuidade ao brilhante trabalho que vinha desenvolvendo em nossa terra.

Somente por essa fatalidade, meu pai não está à frente do atual governo desta cidade, junto com Sheila Lemos, como o povo conquistense decidiu através de uma enorme votação. Também por isso, meu pai não pode mais se defender de ataques, ofensas e declarações vazias, de onde quer que elas venham. Estas acusações se tornam ainda mais absurdas quando partem de quem se coloca em posição de liderar um governo que é a continuidade da obra que ele realizou e que contou com grande reconhecimento da população e repercussão nacional.

Meu pai não está mais entre nós, mas não será esquecido. Sua luta não será abandonada, seu legado não será desmerecido, seu nome será honrado e lembrado. A população de Conquista está atenta, vigilante, e vai cobrar a realização do projeto consagrado pelas urnas. Estamos aqui. Permanecemos ao lado deste povo na luta pelos valores, pela transformação que ele semeou nesta terra, pela integridade e honestidade que ele imprimiu em tudo que fez e sonhou. Repetindo e proclamando suas palavras: “Ninguém conseguirá atrapalhar a minha querida Vitória da Conquista, joia do Sertão baiano”.

Danilo Freire Gusmão

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

SANTA CATARINA TEM PRATA COM SKATE:

 

Pedro Barros começou no skate com 1 ano e superou doping antes das Olimpíadas

Medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 é fã de Ayrton Senna e tem mais de dez tatuagens que contam casos curiosos de sua trajetória

Por Paulo Roberto Conde — Tóquio, Japão


GE - Pedro passou praticamente todos os seus 26 anos em contato com o skate. Não é exagero. Ele gosta de contar que, com um aninho, descobriu o equipamento depois que um amigo da família deixou um de seus shapes na casa dos Barros, em Florianópolis.

A união tem sido intensa e inquebrantável desde então. Pedro Barros cresceu no ambiente certo, já que o pai, André, tinha uma loja de surfe na capital catarinense e adorava esportes radicais. Primeiro vieram os tombos, depois as manobras iniciais e, quando reparou, já rodava o mundo para competir.Pedro Barros mostra a medalha de prata no skate park nas Olimpíadas de Tóquio 2020 — Foto: REUTERS/Mike Blake

Pedro Barros mostra a medalha de prata no skate park nas Olimpíadas de Tóquio 2020 — Foto: REUTERS/Mike Blake

Com 14 anos, no X-Games de Los Angeles de 2009, foi pela primeira vez ao pódio de um grande evento internacional ao ficar em terceiro lugar no Vert.

- A minha vida era o skate. Se você me perguntasse como eu queria morrer, e existia muito essa pergunta quando eu era criancinha, era com um skate debaixo do meu braço ou andando de skate. Espero que não seja andando, mas com o skate debaixo do braço seria bom, até - disse, em entrevista ao ge em 2019.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

BRASIL GANHA 4ª MEDALHA DE OURO:

 

BAIANA VENCE MARATONA AQUATICA:

Ouro de Ana Marcela e britânica sensação no skate: o que rolou no dia 12 da Olimpíada

Ana Marcela Cunha ficou com o ouro na maratona aquática 10km em Tóquio (Foto: REUTERS/Leonhard Foeger)
Ana Marcela Cunha ficou com o ouro na maratona aquática 10km em Tóquio (Foto: REUTERS/Leonhard Foeger)

O 12º dia oficial de competições nos Jogos Olímpicos de Tóquio contou com mais uma medalha de ouro do Brasil. Desta vez, quem subiu ao lugar mais alto do pódio foi Ana Marcela Cunha, na maratona aquática. As disputas ainda tiveram a britânica Sky Brown, do skate park, como grande sensação da madrugada.

Perdeu algum detalhe? O Yahoo Esportes destaca o que de melhor rolou durante o dia 12 das Olimpíadas.

É ouro! Ana Marcela é campeã na maratona aquática

Na primeira competição do 12º dia, o Brasil levou o ouro na maratona aquática 10km feminino. Ana Marcela Cunha fez valer o seu favoritismo e venceu a prova depois de 1h59min30s08 nas águas do Odaiba Marine Park.

É a segunda medalha do Brasil na modalidade em Jogos Olímpicos. Em 2016, Poliana Okimoto ficou com o bronze na prova

Vôlei de praia: Alison a Álvaro são eliminados

O Brasil deu adeus à última esperança de medalha no vôlei de praia nesta Olimpíada. Alison e Álvaro Filho, os últimos brasileiros que seguiam na disputa da modalidade em Tóquio, perderam por 2 sets a 0 para Plavins e Tocs, da Letônia, e encerram participaçao nas quartas de final.

Após a eliminação, Alison fez um desabafo e disse que o vôlei de praia brasileiro "parou no tempo". "O Brasil ganhou medalha de ouro em 2016 e não mudou nada, não teve investimento, ficou tudo parado, do mesmo jeito, menos etapas, esperando Alison e Bruno, Alison e Bruno, como foi com Ricardo e Emanoel", disse.

Skate park tem britânica sensação e Brasil fora do pódio

terça-feira, 3 de agosto de 2021

MEDALHAS PARA VELA, BOX, ATLETISMO E NATAÇÃO ANIMAM BRASIL!

Ouro para Martine e Kahena: medalha consolida soberania olímpica da vela e do clã Grael

A medalha de ouro conquistada pela carioca Martine Grael e pela paulista Kahena Kunze na madrugada desta terça-feira (3/8) em Tóquio 2021 consolidou o domínio da vela como o esporte mais campeão do Brasil em Olimpíadas.

Kahena Kunze e Martine Grael ganharam ouro nesta terça-feira em Tóquio 2021 © EPA Kahena Kunze e Martine Grael ganharam ouro nesta terça-feira em Tóquio 2021

O ouro é o oitavo da história da vela brasileira — uma trajetória que começou com dois ouros em Moscou em 1980 e que vem rendendo medalhas ao país em todas as edições dos Jogos desde então. É disparado o esporte brasileiro com o maior número de medalhas de ouro nos Jogos. O segundo esporte mais campeão do Brasil, o atletismo, ganhou cinco ouros.

A vela brasileira também produziu o maior campeão olímpico da história do país: o velejador Robert Scheidt, detentor de dois ouros, duas pratas e um bronze.

Mas a trajetória que mais impressiona é a da família de Martine, os Grael. O clã é responsável por nove medalhas olímpicas. O pai da velejadora, Torben, é um dos maiores campeões olímpicos do Brasil, com dois ouros, uma prata e dois bronzes (possui o mesmo número de medalhas de Scheidt, mas com uma prata a menos).

O tio, Lars Grael, ganhou dois bronzes. Ele continuou competindo mesmo depois de um acidente em 1998, quando, durante uma prova em Vitória, um barco de pesca invadiu a área da regata e se chocou com a embarcação de Lars. O velejador caiu na água e teve uma de suas pernas decepadas pela hélice da lancha.

O irmão mais velho de Martine, Marco Grael, também competiu em Tóquio 2021 na mesma classe, 49er FX em dupla, mas não se classificou para a Medal Race, a regata final.

Hoje com 30 anos de idade, a bicampeã olímpica começou a velejar aos quatro anos de idade e é atleta do Rio Yacht Club.

A tradição da família de Niterói — berço dos Grael e do iatismo brasileiro — é longa. Martine é neta do coronel do Exército Dickson Melges Grael, ex-presidente da Comissão de Desportos das Forças Armadas, e da velejadora Ingrid Grael — cujos irmãos Axel e Erik Schmidt foram os primeiros campeões mundiais de vela, em 1961.

A família também tem participação na política. Axel Grael, irmão de Torben e Lars, é prefeito de Niterói pelo PDT. A cidade abriga desde 1998 o Projeto Grael, que busca conciliar iatismo e inclusão social. Lars também ocupou cargos no governo FHC e no governo Alckmin.

Martine e Torben se tornaram a primeira dupla de pai e filha bicampeã olímpica como atletas, um desempenho excepcional na história do país em Jogos — de cada dez medalhas de ouro do Brasil, uma veio dos Grael.

Esporte caro e de nicho

A vela está longe de ser um dos esportes favoritos dos brasileiros, ou de qualquer outro torcedor no mundo. Considerado de elite e caro — um curso introdutório, com quatro aulas, custa a partir de R$ 500; um barco a vela dificilmente sai por menos de R$ 15 mil — a vela é um esporte de nicho praticado e acompanhado apenas em clubes especializados, com pouca transmissão na televisão ou cobertura pela imprensa esportiva.

No Brasil, a vela começou a ganhar espaço em 1906, com a fundação do Yacht Clube Brasileiro no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, que pouco depois se mudaria para Niterói. A primeira prova nacional foi disputada em 1935.

O Brasil levou 13 velejadores a Tóquio 2021 (seis mulheres e sete homens) — equipe chefiada pelo pai de Martine, Torben.

A vela é um dos esportes olímpicos mais tradicionais da era moderna — esteve presente em todas as edições dos Jogos, com exceção da primeira Olimpíada, de 1896.

Martine Grael e Kahena Kunze ganharam ouro na vela 49er FX © Fornecido por BBC News Martine Grael e Kahena Kunze ganharam ouro na vela 49er FX

A competição em Tóquio tem seis classes: Laser, RS: X (windsurfe), 470, 49er, Finn (só para homens) e Nacra 17.

Duas classes fazem sua segunda aparição no programa olímpico. O 49er FX Skiff para mulheres (vencido por Martine e Kunze) e o Nacra 17 fizeram sua estreia no Rio 2016.

A vela exige rapidez de raciocínio, agilidade, força física e capacidade de elaboração de estratégia dos atletas.

Cada competição é formada por uma série de corridas. Os pontos em cada corrida são atribuídos de acordo com a posição: o vencedor ganha um ponto, o segundo colocado ganha dois e assim por diante. A corrida final é chamada de Medal Race (corrida de medalhas), na qual os pontos são duplicados. Após a corrida pela medalha, o indivíduo ou equipe com o menor número total de pontos é o campeão.

Durante as corridas, os barcos navegam em um percurso em forma de um enorme triângulo, rumo à linha de chegada após enfrentarem o vento em três direções. Eles devem passar por boias de marcação um certo número de vezes e em uma ordem pré-estabelecida.

O iatismo não é apenas uma corrida contra outros barcos, mas uma batalha com a natureza: a altura das ondas, a força das marés, a força do vento e outros fatores climáticos.

Não é possível velejar em linha reta em todo o percurso. Ao navegar com vento contrário, os barcos tentam "pegar" o vento movendo-se em zigue-zague. Avançar no percurso requer mudanças ousadas de direção e curvas apertadas, com as tripulações controlando suas embarcações mudando a posição e a orientação de seus corpos no barco.

Confira abaixo as 19 medalhas conquistadas pela vela brasileira em Olimpíadas.

1. 1968 México: Bronze — Burkhard Cordes e Reinaldo Conrad (Flying Dutchman)

2. 1976 Montreal: Bronze — Peter Ficker e Reinaldo Conrad (Flying Dutchman)

3. 1980 Moscou: Ouro — Eduardo Penido e Marcos Soares (470)

4. 1980 Moscou: Ouro — Alexandre Welter e Lars Björkström (Tornado)

5. 1984 Los Angeles: Prata — Torben Grael, Daniel Adler e Ronaldo Senfft (Soling)

6. 1988 Seul: Bronze — Torben Grael e Nelson Falcão (Star)

7. 1988 Seul: Bronze — Clinio Freitas e Lars Grael (Tornado)

8. 1996 Atlanta: Ouro — Robert Scheidt (Laser)

9. 1996 Atlanta: Ouro — Marcelo Ferreira e Torben Grael (Star)

10. 1996 Atlanta: Bronze — Kiko Pelicano e Lars Grael (Tornado)

11. 2000 Sydney: Prata — Robert Scheidt (Laser)

12. 2000 Sydney: Bronze — Marcelo Ferreira e Torben Grael (Star)

13. 2004 Atenas: Ouro — Robert Scheidt (Laser)

14. 2004 Atenas: Ouro — Marcelo Ferreira e Torben Grael (Star)

15. 2008 Pequim: Prata — Bruno Prada e Robert Scheidt (laser)

16. 2008 Pequim: Bronze — Fernanda Oliveira e Isabel Swan (470)

17. 2012 Londres: Bronze — Bruno Prada e Robert Scheidt (star)

18. 2016 Rio: Ouro — Martine Grael e Kahena Kunze (49er)

19. 2021 Tóquio: Ouro — Martine Grael e Kahena Kunze (49er)

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sábado, 31 de julho de 2021

BRASIL NAS OLIMPÍADAS:

Ajuda dos filhos e apoio nas lesões

Rosa contava com a ajuda do filho mais velho para levar Rebeca de bicicleta ou a pé para os treinos, quando não tinha dinheiro para a condução.

"Quando eles viram que ela tinha esse talento, eles [os irmãos de Rebeca] se dedicaram. Quando ela achava que era hora de parar porque não tinha dinheiro para condução, o irmão falava: 'eu levo ela a pé'. A distância era de duas horas caminhando", disse Rosa em entrevista à Rádio Bandeirantes logo após o pódio da filha.

Rebeca começou a se destacar desde cedo e teve Daiane do Santos como inspiração. Ela chegou a conhecer pessoalmente a estrela da ginástica brasileira ainda em 2009, conforme vídeo gravado pela Prefeitura Municipal de Guarulhos, que ganhou as redes sociais nesta quinta-feira.

"Às vezes eu não estava conseguindo fazer alguma coisa e elas estavam me ensinando", diz na reportagem uma pequena Rebeca, provavelmente aos 10 anos, após conhecer Daiane e Laís Souza, que treinaram em Guarulhos naquele ano devido a uma reforma no Clube Pinheiros.

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Ao lado de Rebeca no começo da carreira, dona Rosa também estava lá quando a intensa rotina de treinos levou a atleta a sofrer lesões. Rebeca teve de operar o joelho três vezes entre 2015 e 2019 e, em uma dessas cirurgias, pensou em desistir.

"Eu falava: 'Você não pode desistir sem tentar. Só acabou para você depois que você se recuperar e treinar. Vai conhecer seu corpo novamente'", contou Rosa no programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo.

Rebeca posa olhando para a mãe e sorrindo

Crédito, Reprodução/Instagram

Legenda da foto,

Nas redes sociais, Rebeca define a mãe como "a melhor do mundo"

A saúde mental dos atletas de alto desempenho está em debate, após a ginasta americana Simone Biles desistir da final olímpica por equipes e a tenista japonesa Naomi Osaka se retirar do Aberto da França.

Rosa considera que atuava como uma "psicóloga", quando Rebeca passava por momentos difíceis.

"Sempre incentivei meus filhos a por os problemas para fora. A expor o que sentiam. E com a Rebeca não foi diferente", disse ao UOL.

"Eu argumentava com ela: a cobrança faz parte dos treinos. É como se o Chico [o treinador de Rebeca] fosse um professor que cobra seus alunos. E ela se tranquilizava, porque fora dos ginásios, o Chico representava a figura do pai que ela não teve em seu dia-a-dia."

Rebeca posa com medalha de prata na Olimpíada

Crédito, Reuters - Rebeca Andrade foi prata no individual geral em Tóquio 2021

O Brasil inteiro vibrou com o triunfo de Rebeca ao som de Baile de Favela, mas, para dona Rosa, a vitória teve um gosto ainda mais especial.

"Estou muito orgulhosa, feliz demais. Durante a competição não consegui pensar em nada, mas quando veio a medalha passou um filme. Eu me lembrei da Rebeca aos 3 anos dando estrelinha sem mão. Vieram à mente também os obstáculos que tivemos que enfrentar e que conseguimos", disse a Fátima Bernardes nesta quinta-feira.

"Ainda bem que ela seguiu os meus conselhos e trouxe a medalha. É uma prata com sabor de ouro."