domingo, 1 de maio de 2022

CONQUISTA É INCLUÍDA NO ROTEIRO NACIONAL DO TURISMO:

 

Vitória da Conquista é incluída no sistema de mapa nacional do turismo

Secom/PMVC

No segundo dia do 1º Seminário Regional de Desenvolvimento Econômico, no início da noite desta sexta-feira (29), a prefeita Sheila Lemos recebeu um certificado emitido pelo Ministério do Turismo, que inclui, oficialmente, Vitória da Conquista no sistema de informações do turismo nacional.

O reconhecimento faz parte do programa nacional de regionalização do turismo. “A gente precisa ousar”, observou a prefeita, ao falar à plateia sobre o potencial turístico do município. “A inovação começa com a ação. E, para inovar, é preciso ser corajoso”, concluiu.

A assessora técnica da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur), Cristiane Costa, que ministrou uma palestra na tarde de hoje, considera que o município tem a ganhar, ao vincular o desenvolvimento econômico ao turismo. “Além de ser um polo gastronômico, Vitória da Conquista também é conhecida pelo seu Festival de Inverno e, com o Hub Conquista, com a região da Chapada Diamantina, tenho certeza de que a cidade vai crescer mais e mais no turismo”, comentou Cristiane.

Ao lado de Marcos Ferreira, prefeita recebe o certificado do Ministério do Turismo das mãos de Roberto Macedo, da Câmara de Turismo Caminhos do Sudoeste

Ao avaliar os dois dias seminário, a prefeita Sheila Lemos considerou o evento “um marco para o desenvolvimento regional”. Sobre a integração regional pelo turismo, Sheila afirmou: “Vamos unir Vitória da Conquista com sua infraestrutura e a Chapada Diamantina com suas belezas”.

Gestores municipais e representantes do projeto Hub Chapada – Rotas Sul comemoram integração da economia turística

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Marcos Ferreira, afirmou que a equipe organizadora já está com as atenções voltadas para a próxima edição do seminário. “Já estamos pensando no segundo. E sabe por quê? Porque deu certo”, explicou o secretário, antes de agradecer à prefeita por ter acolhido a ideia da realização do seminário.

A programação do evento foi concluída com um pocket show do cantor e compositor Evandro Correia.

sábado, 30 de abril de 2022

RELEMBRANDO O RÁDIO CONQUISTENSE:

 

Maria Helena Menezes | Rainha do Rádio no Interior do Brasil

oto: Reprodução | Facebook

Paulo Fernando de Oliveira Pires 

Estávamos no início dos anos de 1960 e Vitória da Conquista já despontava como uma mini metrópole regional no Sudoeste da Bahia. Em favor da Cidade contava uma expressiva vocação comercial que àquela época já era um Polo Comercial de Média Proporção nos campos do varejo e atacado, especialmente nos ramos de Tecidos, Carnes, Couros e Pedras Preciosas (essas vindo das terras mineiras). A Cidade foi a segunda cidade do interior da Bahia a receber uma Emissora de Rádio e o contemplado com a grande novidade foi o senhor Aurelino Novais, esposo de Dona Ozanira, pais de Maria Emília, Maria Luísa e outros. A Televisão, embora inaugurada no início dos anos de 1950 (por Assis Chateaubriand), era apenas uma longínqua referência de Comunicação que os conquistenses (e os baianos de modo geral sonhavam de forma passageira). E o era de tal modo que o genial compositor baiano Gordurinha fez em sua Defesa de Baianos versos dizendo que a “televisão de baiano não era mais janela de trem”. Confira na íntegra.

Naqueles idos da década de 1950 para início dos anos 60, a Rádio Clube de Conquista começou a inovar em sua Programação e para tanto usou o talento de um grande comunicador, o famoso Jota Menezes.

O Blog do Anderson, o mais acessado do sudoeste da Bahia, em entrevista com o radialista Menezes diz o seguinte: “Saudoso, o radialista recorda o período glamouroso do rádio, quando a voz e a imaginação davam a tônica para o deleite do ouvinte. Sem muitos recursos, mas com bastante criatividade, a programação era construída diariamente. Ele lembra que, antes, quase 90% do que ia ao ar era produção local. Rádio novelas, programas como o Dedicatória Musical e o Valores da Terra – um programa de calouros em que se apresentaram artistas mirins como Xangai e Gilberto Gil – compunham um leque diverso e rico em conteúdo”.

E continua: “Não há como não falar também dos concursos de Reis e Rainhas do rádio, dos concursos de vitrines de lojas e, principalmente, dos programas de auditório. Em Vitória da Conquista, o programa Alegria dos Bairros, que acontecia toda semana em um bairro diferente, levava cultura e entretenimento para as ruas, com shows de calouros e convidados especiais”.

Jota Menezes e a direção da Rádio, antenados com o que acontecia nas grandes emissoras do Rio de janeiro, especialmente Nacional, Mayrink Veiga e Tupi, incrementaram Programas de Auditório na Rádio Clube e o resultado foi o surgimento de talentosos artistas locais, os quais, evidentemente procuravam seguir fielmente o repertório dos grandes nomes da Rádio Nacional (principalmente essa).

Nomes como Mauré Ferreira, Washington França, Naro, Miltinho La Bamba, Tadeu Farias, Heleni Nogueira, Maria da Glória e Maria Helena Menezes faziam parte do “Cast” da Rádio Clube, quase como contratados permanentes da Emissora. Jota Menezes era um Craque e, sem nenhum bairrismo, não ficava muito a dever a Cézar de Alencar, Paulo Gracindo, Renato Murce & companhia (esses, renomados apresentadores da Rádio Nacional do Rio de Janeiro). Convém lembrar que uma das estrelas do Programa de Menezes era o jovem (adolescente) Jorge Luiz Melquisedeque, sensação das manhãs de domingo. Jorge Luiz era considerado o Rouxinol do Sertão da Bahia e uma das maiores promessas sonoras do Rádio Brasileiro; ele era o nosso Joselito, cantor espanhol que foi uma das mais expressivas vozes infantis do século XX; cantava tão bem quanto o artista espanhol, não ficando a dever nada em termos de timbre, melodia, extensão de voz e afinação. Cada artista nosso tinha suas preferências musicais e seguia os ídolos nacionais com muito talento. Mauré cantava imitando Jerry Adriani e o fazia tão bem ou melhor que o próprio Jerry (com todo o respeito).

O conjunto que acompanhava os artistas era formado por Juraci (guitarra solo), Bandola (ritmo), Armando (bateria) e Mozart (no contrabaixo). O Programa de Jota Menezes era uma festa dominical para Vitória da Conquista.

No início desta semana fomos colhidos pela triste notícia da morte de Maria Helena Menezes, a Diva do Programa Carrossel de Alegria. Maria Helena era uma moça muito bonita, charmosa e talentosa. Dedicava-se a interpretação das canções dos grandes compositores brasileiros com um esmero espetacular.

As músicas de Dalva de Oliveira, Núbia Lafayette, Ângela Maria, Dolores Duran e outras de nossa música popular ganhavam interpretações magistrais na voz poderosa e bem colocada de Maria Helena.

Suas roupas, seu perfil físico, seu charme pessoal e o talento musical faziam com que nós, aqui em Vitória da Conquista, esquecêssemos as Estrelas das Rádios do Rio e de São Paulo, ao ponto de nos dedicarmos apenas a reconhecer o talento de nossa Maria Helena. Era realmente um talento primoroso, uma artista que poderia ter alçado lugares mais altos em nosso Cenário Musical se tivéssemos naquela época, agentes, empresários mais profissionais em nossa cidade.

Os demais artistas citados, como Heleni Nogueira, Maria da Glória, Miltinho La Bamba, Washington França, Mauré também eram muito bons, mas a diva Maria Helena ultrapassava a todos com todos os atributos que lhe eram naturais.

Gerações dos anos 50 e 60 (até meados dos anos 70) hão de se lembrar de Maria Helena com um prazer imensurável e mil gratidões pelas canções que ela trouxe para nós de forma exuberante….

Hoje, bem hoje, a gente só pode lembrar de Maria Helena repetindo o primeiro trecho de uma canção de Roberto Carlos: “hoje, eu ouço as canções que você fez pra mim…. não sei porque razão tudo mudou assim”.

Maria Helena nos deixou, mas deixou no vácuo de sua música, explicações porque tudo mudou assim ….
Grande abraço de Paulo Pires e toda sua Legião de Fãs.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

COMITÊ DA ONU NÃO TEM FORÇA DE LEI E SÓ SERVE PARA AGRADAR OS ESQUERDISTAS QUE SÃO MAIORIA DOS MEMBROS!

 

Moro rebate denúncia da ONU sobre julgamento de Lula: “Não houve perseguição”

Para ONU, julgamento feito por Sergio Moro no caso de Lula foi parcial (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Para ONU, julgamento feito por Sergio Moro no caso de Lula foi parcial (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Resumo da notícia

  • Sergio Moro criticou relatório da ONU que considera julgamento de Lula parcial

  • Segundo o ex-juiz, texto não defende a inocência de Lula

  • Moro ainda criticou decisão do STF que o considera suspeito

Sergio Moro respondeu a Organização das Nações Unidas, após o Comitê de Direitos Humanos da instituição avaliar que o ex-juiz foi parcial no processo contra Lula (PT). Em nota, Moro afirmou que teve atuação legítima.

“É possível constatar, no relatório do Comitê da ONU, robustos votos vencidos que não deixam dúvidas de que a minha atuação foi legítima na aplicação da lei, no combate à corrupção e que não houve qualquer perseguição política”, declarou Sergio Moro.

O Supremo Tribunal Federal anulou as sentenças contra Lula dadas por Sergio Moro, por considerar o então juiz suspeito. Moro avaliou ainda que a decisão da ONU teve base nas percepções do STF, que levaram à conclusão de que o juiz era suspeito.

“Pode-se perceber que suas conclusões foram extraídas da decisão do Supremo Tribunal Federal do ano passado, da 2ª turma da Corte, que anulou as condenações do ex-presidente Lula. Considero a decisão do STF um grande erro judiciário e que infelizmente influenciou indevidamente o Comitê da ONU”, afirmou.

O ex-juiz diminuiu o teor do relatório ao dizer que o texto foi elaborado pelo Comitê de Direitos Humanos “e não de seus órgãos centrais”. Além disso, Moro afirmou que o texto não inocenta Lula nem nega irregularidades na Petrobrás.

“De todo modo, nem mesmo o Comitê nega a corrupção na Petrobrás ou afirma a inocência de Lula. Vale destacar que a condenação do ex-presidente Lula foi referendada por três instâncias do Judiciário e passou pelo crivo de nove magistrados.”

O que diz o relatório

A ONU (Organização das Nações Unidas), por meio do Comitê de Direitos Humanos, concluiu que o ex-juiz Sergio Moro (União) foi parcial em seu julgamento dos processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da Operação Lava Jato, e que os direitos políticos de Lula foram violados em 2018. As informações são do portal UOL.

A decisão é o primeiro golpe internacional contra o ex-ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PL).

Após seis anos de análise em Genebra, na Suíça, a decisão é legalmente vinculante e, com o Brasil tendo ratificado os tratados internacionais, o estado tem a obrigação de seguir a recomendação. O comitê é o encarregado de supervisionar o cumprimento do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, assinado e ratificado pelo Brasil.

Mas sem uma forma de obrigar os países a adotar as medidas e nem penas contra os governos, o Comitê sabe que muitas de suas decisões correm o risco de ser ignoradas.

Para o comitê, o ex-juiz Moro foi parcial em seus julgamentos sobre as denúncias envolvendo o ex-presidente.

Advogados de Lula e governo já foram informados sobre o resultado do caso. Mas o anúncio oficial ocorre apenas nesta quinta-feira (28).

 

quarta-feira, 27 de abril de 2022

STF PARECE QUE NÃO SABE BEM SOBRE COMPETÊNCIAS DOS PODERES:

 

Última palavra é do Legislativo, dizem Lira e Pacheco sobre cassação de Daniel Silveira

*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  15-12-2021, 12h00: O presidente do senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) conversa com jornalistas ao sair do gabinete da presdiência do senado. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 15-12-2021, 12h00: O presidente do senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) conversa com jornalistas ao sair do gabinete da presdiência do senado. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A cúpula do Congresso reiterou nesta terça-feira (26) que decisões sobre cassação de mandato de parlamentares cabem, em última instância, sempre à Câmara dos Deputados ou ao Senado, e não ao Judiciário.

O entendimento foi reforçado pelos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em manifestações distintas.

Na última quarta (20), o STF (Supremo Tribunal Federal) condenou o bolsonarista Daniel Silveira (PTB-RJ) a 8 anos e 9 meses de prisão. Além da imposição de pena, também votaram para cassar o mandato, suspender os direitos políticos e determinar o pagamento de multa de cerca de R$ 192 mil. No dia seguinte, o presidente Jair Bolsonaro (PL) concedeu perdão da pena ao deputado federal.

Na avaliação dos presidentes de Câmara e Senado, as duas Casas têm a prerrogativa de decidir sobre o mandato parlamentar.

Pacheco participou na manhã desta terça (26) de evento do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para comemorar os 20 anos do Código Civil.

O senador mineiro disse que "mandato outorgado pelo voto popular só pode ser retirado pela própria Casa legislativa".

Ao deixar o local, foi questionado por jornalistas sobre o caso do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) e se considerava que a decisão de cassar seu mandato caberia ao Parlamento ou seria automática, após a determinação do Supremo.

"A minha opinião, e eu reputo mais a questão jurídica do que propriamente política, uma situação de decretação de perda de mandato por parte do Judiciário há a necessidade de se submeter à Casa legislativa para que a Casa legislativa decida sobre isso", afirmou o presidente do Senado, que se manifestou pela primeira vez sobre o assunto desde o início do caso Daniel Silveira.

"Então, considero que a melhor inteligência da Constituição é nesse sentido quando se exige a apreciação da maioria dos pares. Mandato outorgado pelo voto popular só pode ser retirado pela própria Casa legislativa através da votação de seus pares", completou.

Durante o evento, sem comentar o caso específico de Daniel Silveira, Pacheco disse que é preciso ter responsabilidade ao se alterar leis e que essas mudanças não devem ser feitas "ao sopro do vento" ou em razão de um fato concreto que por vezes desperta paixões".

Disse que deve haver uma colaboração entre os poderes legislativo e judiciário para que se possa evitar erros na elaboração de novas leis.

"Essa responsabilidade legislativa de não mudar a legislação ao sopro do vento, não mudar a legislação em razão de um caso concreto que por vezes desperta paixões ou aparente necessidades de mudança, essa é uma lógica que temos de ter muito firmemente para atingir aquilo que é mais importante quando se edita uma lei, quando se edita um código dessa natureza: conferir previsibilidade para a sociedade, conferir segurança jurídica de que as relações são pautadas em uma lei que seja cumprida, que sirva para a sociedade", afirmou o presidente do Senado.

"Portanto, a nossa responsabilidade como parlamento é fazer modificações que sejam equilibradas, úteis, importantes e que não sejam vulgarizadas, banalizadas, repito, por uma vontade de minoria, ou por interesses não republicanos ou por uma vontade movida por uma paixão momentânea, que logo passa. Mas a lei fica", completou.

Na tarde desta terça, Lira também falou sobre o assunto. Segundo ele, o entendimento da assessoria jurídica da Câmara é que o STF tem a competência para julgar, o presidente da República tem a competência constitucional de fazer a graça ou o indulto e o Congresso Nacional é quem tem que decidir sobre mandato parlamentar.

Ele disse ainda o recurso que apresentou junto ao Supremo para que fique definido que é do Congresso a última palavra sobre a cassação de um mandato parlamentar.

"O recurso que fizemos não se trata de nenhum caso específico. É para que a gente ratifique claramente em uma decisão do Supremo um entendimento que as duas Casas têm. Independentemente de condenação, a cassação do mandato popular só pelo Congresso Nacional", afirmou.

Lira também abordou os projetos de anistia apresentados por bolsonaristas para tentar beneficiar apoiadores de Bolsonaro. Ele disse que não cabe à Presidência "tolher qualquer projeto de lei de ser apresentado ou que ele tramite na Casa."

"A aprovação ou não aprovação do projeto de lei depende da maioria dos partidos, de entendimentos políticos, ou da situação como eles se comportam. Não vamos fazer prejulgamentos se o projeto é bom. É competência legislativa de deputados legislarem", disse.

A posição de ambos contrasta com o entendimento de alguns ministros do Supremo, que consideram que a cassação determinada pelo Judiciário deveria ter efeito automático e que caberia ao legislativo apenas cumpri-la.

Ao conceder perdão a Daniel Silveira, Bolsonaro argumentou que a liberdade de expressão é "pilar essencial da sociedade" e que a sociedade encontra-se em "legítima comoção" por causa da condenação. "A graça de que trata esse decreto é incondicionada e será concedida independente do trânsito em julgado [da ação]", disse Bolsonaro.

No mesmo dia, Pacheco havia divulgado nota afirmando que a decisão de Bolsonaro era constitucional e não poderia ser questionada. No entanto, sinalizou que o legislativo poderia discutir a imposição de limites ao indulto presidencial.


terça-feira, 26 de abril de 2022

BOLSONARO CRESCE A CADA DIA!

 

Bolsonaro está mais perto da reeleição

Bolsonaro tem crescido nas pesquisas de intenção de votos (AP Photo/Eraldo Peres)
Bolsonaro tem crescido nas pesquisas de intenção de votos (AP Photo/Eraldo Peres)

Maquiavel dizia que o ambiente social e político é imprevisível e o governante deve saber agir. Construir bons acordos é uma arte. E o governante deve ter a inteligência (virtu) para dominar o acaso (Fortuna) e fazer com que esse lhe favoreça. Mas como Maquiavel explicaria Bolsonaro?

A vantagem de Lula sobre o presidente caiu 5 pontos na última pesquisa de intenção de voto. Mesmo com toda a mídia negativa de quem é vidraça Bolsonaro consegue se manter em crescimento. O ex-presidente Lula ainda não conseguiu organizar sua campanha nem fazer coligações que o garanta nos estados. Bolsonaro foi beneficiado pela janela partidária onde o PL, seu partido, saiu como o maior do país, e o Centrão, que o apóia como a grande base do Congresso.

E é aqui que eu retomo Maquiavel: um bom governante precisa de Fortuna e Virtu, mas é impressionante como Bolsonaro abusa da Fortuna a seu favor (o acaso lhe sorri demais!). Sem muita capacidade de construir acordos a sorte parece lhe favorecer.

Os 27 anos como parlamentar inexpressivo no Congresso foram usados na campanha de 2018 como tudo o que é distante da velha política. Bolsonaro conseguiu fazer prevalecer a ideia de que era a nova política confundindo no eleitor falta de historicidade com o novo. Uma série de acasos o levaram à eleição. E, a história parece se repetir.

Bolsonaro foi presidente na pior pandemia que o país já viveu em sua história. Foi contra a vacina, um dos temas mais caros ao brasileiro, que sempre se vacinou, sendo, inclusive exemplo mundial. Trocou de ministro da saúde um sem número de vezes. Tem nas suas costas 600 mil mortos. E, segue subindo nas pesquisas.

Pautou o voto impresso, até então considerado um absurdo num país que tem a urna eletrônica como um de seus maiores objetos de modernidade quando o assunto é eleição. Jogou o decoro presidencial no lixo.

Mas o acaso parece seguir lhe sorrindo. Com a economia desandando, Bolsonaro se faz valer daqueles 30% da população brasileira que ainda abraçam o passado. Quando digo isso me refiro ao fato de uma parte do eleitorado que ainda não cai bem com discussões progressistas. O passo é mais confortável e eu conheço. “Deus, pátria e família” são assuntos que existem desde o Brasil colonial e estão introjetados na população. Aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo são temas novos demais para ocupar uma população que está preocupada com o preço da gasolina. Já dizia Bauman: “vamos reconstruir nossa sociedade em valores baseados no passado como o nacionalismo exacerbado e não com a ideia de um futuro a ser construído”.

Se a Ciência Política consegue explicar alguns pontos sobre o crescimento de Jair Bolsonaro, certamente nem ela imaginava que a Fortuna seria tão eficiente num caso real. Janela partidária, desorganização de Lula, Moro desidratado...tudo conspira para Bolsonaro que, sem o uso da inteligência, parece ser favorecido novamente pelo jogo político. A política é o que é, não o que gostaríamos que fosse.

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segunda-feira, 25 de abril de 2022

RÁDIO DE LUTO EM CONQUISTA:

Maria Helena, rainha do rádio conquistense, morre aos 76 anos 

É com pesar que comunicamos o falecimento de Maria Helena Menezes Oliveira, aos 76 anos, ocorrido neste domingo (17). Ela estava internada em Salvador com problemas de saúde. Maria Helena foi uma das maiores cantoras do Rádio Conquistense.

Aposentada, a ex rainha do rádio e cantora por vocação deixa cinco filhos, sete netos, cinco bisnetos e muitos filhos de consideração. De família tradicional da cidade, a morte da artista memorável deixa amigos e familiares enlutados.

O local do velório e sepultamento ainda não foram divulgados.

 

sexta-feira, 22 de abril de 2022

PR. SENADO DIZ QUE É PRERROGATIVA DE BOLSONARO, O DECRETO DE PERDÃO PARA DANIEL SILVEIRA:

 

 

Pacheco afirma que Congresso não pode derrubar decreto de Bolsonaro que perdoa crimes de Daniel Silveira

BRASÍLIA — O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), (foto) afirmou na noite desta quinta-feira que é uma prerrogativa do presidente Jair Bolsonaro editar o decreto que concede o instituto da graça ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a oito anos e nove meses de prisão. A graça funciona como um perdão da pena.

O presidente do Senado descarta também a possibilidade de o Congresso revogar o decreto.

“Também não é possível ao Parlamento sustar o decreto presidencial, o que se admite apenas em relação a atos normativos que exorbitem o poder regulamentar ou de legislar por delegação”, diz.

Pacheco afirmou que a motivação “político-pessoal” do decreto não o invalida. “No caso concreto, a possível motivação político-pessoal da decretação do benefício, embora possa fragilizar a Justiça Penal e suas instituições, não é capaz de invalidar o ato que decorre do poder constitucional discricionário do chefe do Executivo”, disse o presidente do Senado em nota.

O anúncio foi feito por Bolsonaro em uma transmissão ao vivo na tarde desta quinta, menos de 24h após a conclusão do julgamento no STF. Minutos depois, o texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Daniel Silveira foi condenado por ameaças e incitação à violência contra ministros do STF. A decisão foi tomada por dez votos a um.

“Há uma prerrogativa do presidente da República prevista na Constituição Federal de conceder graça e indulto a quem seja condenado por crime. Certo ou errado, expressão de impunidade ou não, é esse o comando constitucional, que deve ser observado”, afirma o presidente do Senado.

Pacheco afirmou ainda que Daniel Silveira teve crimes reconhecidos e o decreto de graça “não significa sua absolvição, porém terá sua punibilidade extinta, sem aplicação das penas de prisão e multa, ficando mantidos a inelegibilidade e demais efeitos civis da condenação”.

A condenação de Silveira pelo STF faz o deputado perder o direito a concorrer em eleições quando sua sentença transitar em julgado, isto é, quando os recursos forem esgotados. Contudo, o deputado também poderia ser incluído na Lei da Ficha Limpa, que prevê que a condenação por órgãos colegiados, como o Plenário do Supremo, já torna um eventual candidato inelegível.

Pacheco afirmou ainda que, após esse episódio, o Congresso pode avaliar mudanças no instrumento do indulto.

“Após esse precedente inusitado, poderá o Legislativo avaliar e propor aprimoramento constitucional e legal para tais institutos penais, até para que não se promova a impunidade. Por fim, afirmo novamente meu absoluto repúdio a atos que atentem contra o Estado de Direito, que intimidem instituições e aviltem a Constituição Federal. A luta pela Democracia e sua preservação continuará sendo uma constante no Senado Federal”, diz.